Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog da Historia
 


A Tragédia do Cine Oberdan

Atenção: Algumas imagens ao decorrer deste artigo poderão ser fortes para pessoas mais sensíveis a imagens de mortos, este material também não é recomendado a crianças. Inaugurado em 1927, o Cine Oberdan foi projetado para ser majestoso desde sua concepção, um prédio magnífico na rua Firmino Whitaker, no então efervescente bairro do Brás. O Cine Teatro Oberdan em 1940 (clique para ampliar).
Rosto de Gugliemo Oberdan, mártir da unificação italiana, na fachada do cinemaO que os proprietários do cinema não poderiam imaginar é que 11 anos depois de sua inauguração a sala seria palco da maior tragédia infantil de São Paulo, e que seria palco de mudanças nas regulamentações das salas de cinema de São Paulo, a Tragédia do Cine Oberdan. A matinê do dia 10 de abril de 1938 não exibia um filme de terror, mas as cenas que foram vistas naquela tarde dentro do cinema, com certeza serviriam de roteiro para os típicos filmes-catástrofes. A sessão estava lotada, boa parte por crianças, e na tela era exibido o filme “Criminosos do Ar”. Já estava quase no final do filme, quando uma cena mostra dois aviões chocando-se no ar. Foi neste momento que alguém na plateia gritou “FOGO!”, provavelmente em alusão ao filme e que foi o estopim para que iniciasse uma correria desesperada para fugir da sala (* esta é a versão oficiosa, veja a versão da polícia para o incidente logo abaixo). A correria e o pânico tomou conta da enorme sala de cinema, que comportava 1600 pessoas. Apesar da sala ser assim grande, suas saídas não eram pensadas para situações de pânico e as saídas rumo ao hall se davam por duas estreitas escadarias. Não demorou para que crianças desesperadas fossem correndo para estas escadas, juntamente com adultos. Nesta hora, não houve cavalheirismo e nem gentilezas, foi um salve-se quem puder frenético. E o que aconteceu em poucos minutos foi um massacre ocasionado pelo pânico. Planta do Oberdan, o nome das ruas não correspondem aos atuais Até que percebessem que o alarme era falso, foram momentos de total loucura. Crianças se atiravam pelas escadarias tentando fugir do suposto fogo, mas eram ultrapassados por adultos que, mais fortes, tomavam a dianteira. Sapatos, chapéus, carteiras, tudo era deixado para trás. Quando o socorro chegou ao local, a cena encontrada na porta do cinema era de um horror inimaginável. Inúmeras pessoas feridas pelo chão, muito sangue e um amontoado de cadáveres de crianças que não conseguiram correr e foram pisoteadas.

Elegante e imponente, o Oberdan era um empreendimento da Sociedade Italiana Leale Oberdan e posteriormente foi vendido para a Empresa Teatral Paulista. O Oberdan foi um cinema que impressionava pelo luxo em suas escadarias, na sala de exibição, no hall e principalmente em sua fachada. No seu interior, o teto era decorado com azulejos portugueses, haviam estátuas decorando o hall e sua cúpula era muito semelhante a do nosso Teatro Municipal. O nome da sala, é uma homenagem ao anarquista italiano Guglielmo Oberdan, cujo busto ainda é encontrado na fachada lateral do velho cinema.



Escrito por mlopomo.zip.net às 09h32
[] [envie esta mensagem
] []





Nas estreitas escadarias, pertences foram deixados para trás. Brasiliense Carneiro, o chefe da polícia na época, foi imediatamente ao local e tratou de providenciar a remoção dos feridos para a Santa Casa de São Paulo, na região central. Algumas crianças ainda foram levadas com vida, mas acabaram por falecer no hospital. O impacto à tragédia foi tão grande que despertou reações por toda a cidade, do governador a populares. Protocolo de comunicação telefônica com detalhes do ocorrido (clique para ampliar). Imediatamente após a tragédia, o cinema foi interditado e a polícia iniciou uma grande perícia no local aproveitando para interrogar alguns dos sobreviventes. Foi aqui que apurou-se um outro fato que talvez tenha levado ao pânico e aos gritos de “fogo!”. A verdadeira versão para a tragédia: Sempre que se pesquisa sobre a trágico acontecimento do Cine Oberdan, a razão do grito de fogo e o pânico que desencadeou-se em seguida sempre é atribuída à cena do filme onde há o choque de aviões no ar. Esta versão, no entanto, é equivocada. A polícia conseguiu apurar os fatos com rigor e descobriu que tudo começou devido a uma diarreia. O banheiro do cinema, onde tudo começou Um garoto estava passando muito mal e precisa ir urgente ao banheiro, mas o lanterninha não aparecia. Ele teria começado a ficar tenso porque no final da exibição todos vão ao banheiro e o mesmo fica com grande fila.

Cansado de esperar, ele decidiu aproveitar os minutos finais e se dirigiu até o sanitário, mas não chegou a tempo fazendo parte de suas necessidades pelo caminho. Ao chegar no banheiro, encontrou outra surpresa: as luzes estavam desligadas.


Foi ai que o garoto teve a ideia de pegar um fósforo e colocar fogo em um punhado de jornais para poder enxergar o que estava fazendo, deixando a porta do banheiro entreaberta para também pegar um pouco da luz da tela. Teria sido neste momento que alguém viu as chamas pela porta do banheiro e gritou “fogo”. No banheiro, a perícia realmente encontrou os jornais queimados e a bermuda do menino que serviu para a conclusão do caso. As evidências encontradas no banheiro A pequena Joaninha, mãe deu a vida para salvá-la Como o fato deu-se numa matinê, muitas das crianças que morreram eram das vizinhanças. Era rápido e fácil chegar ao cinema, veja abaixo a relação dos mortos do Oberdan e onde eles moravam: Francisco Trento (13 anos) – Endereço: rua Claudino Pinto, 167 Walter Pricoli (12 anos) e Pedro Pricoli (8 anos) – rua Maria Joaquina, 90 Nelson Paulo de Souza (10 anos) – rua Oriente,599 Waltova Gonçalves (17 anos) – rua Carlos de Campos, 82 Apparecido Bertolato (15 anos) – rua Müller ,23 Waldermar Silva (11 anos) – rua Oriente, 567 Maria Pereira (45 anos) – Residia em Guarulhos Armando Vavá (8 anos) – rua Coronel Cintra, 67 Rubens (14 anos) – rua Coimbra, 43-B Mario da Conceição (16 anos) – rua Coimbra, 39 Ferdinando Machado (14 anos) – rua Coronel Machado, 105 Joaquim de Souza (13 anos) – rua Ricardo Gonçalves, 70 Salvador Aurungo (11 anos) – rua Visconde de Parnaíba 1993 Waldomiro Lima (12 anos) – rua Itaquera, 8 Nicolau (12 anos) – rua Almeida Lima, 171 Jayme (10 anos) – rua Rio Bonito, 22 José (14 anos) – avenida Celso Garcia, 1130 Antonio (10 anos) – rua Barão de Ladário, 270 Plácidio (9 anos) – rua Claudino Pinto, 167 Orlando (11 anos) – rua Rio Bonito, 58 Miguel (12 anos) – Travessa Particular, 12 Armando Alegre (15 anos) – rua Oriente, 31 Miguel Garcia (13 anos) – rua Durvalina, 6 José Moreno (11 anos) – rua Santa Rita, 382 Adelino Fontes (15 anos) – residia no bairro de Itaquera João Fontes (sem idade declarada) – residência desconhecida Antonio Bonifacio (13 anos) – rua Maria Carlota, 6 Milton Casale (12 anos) – rua Celso Garcia, 221 – casa 10 Enrico Mandorino - Dados desconhecidos

O Funeral: Todos os corpos foram levados para o necrotério do Cemitério do Araçá, onde passaram por perícia. À medida que foram sendo liberados os corpos constatou-se que muitos dos pais não estavam preparados para enterrar seus filhos. Foi ai que o poder público decidiu por um enterro coletivo e todas as vítimas fatais foram sepultadas em uma cerimônia única em uma área do Cemitério do Brás (Quarta Parada). Uma mãe vai ao necrotério reconhecer o corpo de seu filho Neste dia, de grande comoção, a Associação Comercial de São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Empregados das Indústrias entraram em acordo e praticamente a cidade parou para que todos acompanhassem o funeral. Segundo o relato de jornais da época foi uma multidão gigantesca. O Cinema: Apesar do triste incidente, o Cine Oberdan ainda continuou em atividade por muitos e muitos anos, encerrando suas atividades no final dos anos 1960. O prédio ficou fechado por alguns anos até que em meados nos anos 1970 foi transformado em uma loja da Zêlo. Eles mantém o prédio preservado até os dias de hoje. O Cine Oberdan em 2010, local permanece preservado. Uma tragédia como esta provocou mudanças nas leis municipais relacionadas aos cinemas. Até o incidente, as travas das portas das salas de cinema eram muitas vezes pelo lado de fora, sendo que não era raro encontrá-las trancadas durante o filme para que impedir que algum malandro entrasse sem pagar. A lei exigiu que não se trancasse mais as portas e que as travas eventuais fossem pelo lado de dentro. Também aumentou-se o rigor quanto a segurança do público e a iluminação de corredores, mas para o Oberdan e seus 31 mortos isso veio tarde demais. Veja outras fotos da tragédia (clique para ampliar):Atenção: Algumas cenas são muito fortes, não recomendado para pessoas sensíveis e crianças. Jornal Folha da Noite dá destaque à tragédia. Raríssima vista interna do cinema (1938). O Cine Oberdan em 1983, já como loja Zêlo. Alguns dos corpos de crianças que faleceram no Oberdan. Corpos aguardam reconhecimento no necrotério do Araçá.


Pai beija corpo de filho morto no Cine Oberdan. Ao reconhecer os corpos familiares se desesperam. Garota chora ao lado do corpo de seu irmão.








Famílias destruídas: O trágico acontecimento destruiu inúmeras famílias. Muitos pais perderam um filho, e houve até quem perdesse dois. As mortes que mais chocaram foram a dos irmãos Pricolli (de 12 e 8 anos) e do menino Enrico Mandorino, cuja morte sua mãe sentiu-se culpada vivendo enlutada até morrer no início dos anos 1980. Em entrevista décadas atrás, sua mãe contou que o jovem Mandorino queria naquela tarde ir ao jóquei, que na época ficava no bairro da Mooca. Ela achou perigoso e deu a ordem que fosse divertir-se no cinema, ele não voltaria mais. Na tragédia do Cine Oberdan morreram 31 pessoas. Destas, 30 eram crianças. A única pessoa adulta a falecer no terrível incidente do Brás foi uma mulher chamada Maria Pereira. A história da morte desta mulher é um caso de uma mãe que instintivamente fez de tudo para salvar um filho da morte. Ela estava no cinema junto de sua pequena filha de colo, chamada Joanna. Quando começou a correria ela também tentou fugir mas foi derrubada próxima das escadarias do cinema. Para que sua filha ainda bebê não morresse esmagada ela ficou curvada no chão protegendo sua filha sob seu corpo. Maria Pereira, mãe de sete filhos, morreu esmagada, mas conseguiu salvar a pequena “Joaninha”.


Escrito por mlopomo.zip.net às 09h30
[] [envie esta mensagem
] []





                Patricia Galvão Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu. Anarquista, comunista, era uma mulher a frente do seu tempo. Foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas.
Bem antes de virar Pagu, apelido que lhe foi dado pelo poeta
Raul Bopp, Zazá, como era conhecida em família, já era uma mulher avançada para os padrões da época, pois cometia algumas “extravagâncias” como fumar na rua, usar blusas transparentes, manter os cabelos bem cortados e eriçados e dizer palavrões a torta e direita. Ela não queria saber o que pensavam dela, tinha muitos namorados e causava polêmica na sociedade. Esse comportamento não era nada compatível com sua origem familiar, que era uma tradicional família e muito conservadora. Ao contrário do que se propaga, Pagu não participou da Semana de Arte Moderna. Tinha apenas 12 anos, em 1922, quando a Semana se realizou.

Em 1925, com quinze anos, passa a colaborar no Brás Jornal, assinando o pseudonimo de Patsy. O apelido Pagu surgiu de um erro do poeta modernista Raul Bopp, autor de Cobra Norato. Bopp inventou este apelido, ao dedicar-lhe um poema, porque imaginou que seu nome fosse Patrícia Goulart e por isso fez uma brincadeira com as primeiras sílabas do nome. 1928) e já em 1929 está integrada ao movimento antropofágico, (foto abaixo) de cunho modernista, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. É logo considerada a musa do movimento. Em 1930, um escândalo para a sociedade conservadora de então: Oswald separa-se de Tarsila e casa-se com Pagu. Especula-se que eles eram amantes desde a época que Oswald era casado. No mesmo ano, nasce Rudá de Andrade, segundo filho de Oswald e primeiro de Pagu. Os dois se tornam militantes do Partido Comunista.
Ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos Pagu é presa pela polícia política de Getúlio Vargas. Era a primeira de uma série de 23 prisões, ao longo da vida. Logo depois de ser solta, em (1933), partiu para uma viagem pelo mundo, deixando no Brasil o marido e o filho. No mesmo ano, publica o romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo.
Em 1935 é presa em Paris como comunista estrangeira, com identidade falsa, e é repatriada para o Brasil;. Separa-se definitivamente de Oswald, por conta de muitas brigas e ciúmes. Ela retoma sua atividade jornalística, mas é novamente presa e torturada pelas forças da Ditadura, ficando na cadeia por cinco anos. Nesses cinco anos, seu filho é criado por Oswald.

Com 18 anos, mal completara o Curso na Escola Normal da Capital (São Paulo,
Ao sair da prisão, em 1940, já é outra Pagu, parece envelhecida e, rompe com o Partido Comunista, passando a defender um socialismo de linha trotskista. Integra a redação de A Vanguarda Socialista junto com seu marido Geraldo Ferraz, o crítico de arte Mário Pedrosa, Hilcar Leite e Edmundo Moniz.
Casa-se novamente com Geraldo Ferraz, e dessa união nasce seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz, em 18 de junho de 1941. Ela passa a morar com os dois filhos e o marido. Oswald visita Rudá e eles passam a se relacionar como amigos.
Nessa mesma época viaja à
China e obtém as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil.
Em
1952 frequenta a Escola de Arte Dramática de São Paulo, levando seus espetáculos a Santos. Ligada ao teatro de vanguarda apresenta a sua tradução de A Cantora Careca de Ionesco. Traduziu e dirigiu Fando e Liz de Arrabal, numa montagem amadora onde estreava um jovem artista Plínio Marcos.
Pagu e seu filho na praia de Santos
É conhecida como grande animadora cultural em Santos, onde passa a residir com marido e os dois filhos. Dedica-se em especial ao teatro, particularmente no incentivo a grupos amadores. Em
1945 lança novo romance, A Famosa Revista, escrito em parceria com o marido Geraldo Ferraz. Tenta, sem sucesso, uma vaga de deputada estadual nas eleições de 1950.
Ainda trabalhava como crítica de arte, quando foi acometida de um
câncer. Viaja a Paris para se submeter a uma cirurgia, sem resultados positivos. Decepcionada e desesperada por estar doente, Patrícia tenta suicídio, o que não se concretizou. Sobre o episódio, ela escreveu no panfleto "Verdade e Liberdade": "Uma bala ficou para trás, entre gazes e lembranças estraçalhadas". Volta ao Brasil e morre em 12 de dezembro de 1962, em decorrência da doença, para total tristeza de marido e filhos.
Em
2004 a catadora de papel Selma Morgana Sarti, em Santos, encontrou no lixo uma grande quantidade de fotos e documentos da escritora e do jornalista Geraldo Ferraz, seu último companheiro. Estes fazem parte hoje do arquivo da UNICAMP.
Em
2005, a cidade de São Paulo comemorou os 95 anos de nascimento de Pagu com uma vasta programação, que incluiu lançamento de livros, exposição de fotos, desenhos e textos da homenageada, apresentação de um espetáculo teatral sobre sua vida e inauguração de uma página na Internet. No dia exato de seu nascimento, convidados compareceram com trajes de época a uma festa Pagu, realizada no Museu da Imagem e do Som.


Outra faceta de Pagu é como desenhista e ilustradora. Participou da Revista de Antropofagia, publicada entre 1928 e 1929, entre outras. Recentemente foi publicado o livro Caderno de Croquis de Pagu, com uma coletânea de trabalhos da artista, bem como foi realizada uma exposição de alguns de seus desenhos na Galeria Hermitage.


Escrito por mlopomo.zip.net às 10h21
[] [envie esta mensagem
] []





EVA PERON
Eva Peron ou Evita como a chamavam carinhosamente os Argentinos, nasceu em 7 de maio de 1919, na pequena cidade de Los Toldos, nos pampas argentinos, e faleceu em 26 de Julho de 1952, aos 33 anos em Buenos Aires



 Uma das principais figuras do movimento peronista, Eva Perón, ou simplesmente Evita, como ficou conhecida, conquistou os argentinos com sua política populista, que viam nela a esperança para os necessitados. Filha caçula de um grande proprietário de terras, Juan Duarte, com a sua amante, Juana Ibarguren, Eva Maria Ibarguren, era o seu verdadeiro nome.
Após passar sua infância em sua cidade natal, onde ela e seus quatro irmãos sofreram por serem filhos ilegítimos, Evita, aos 11 anos, mudou-se com a família para Junín, na província de Buenos Aires, onde, apesar do preconceito, suas irmãs conseguiram fazer bons casamentos e progrediram na sociedade. Quatro anos depois, foi sozinha para Buenos Aires para tentar alcançar o estrelato. Só, sem recursos e com pouca instrução,

Eva Perón passou por muitas dificuldades até chegar a ser uma atriz de certo renome no rádio, onde participava de um programa de muita audiência e fazia algumas peças de teatro. Em 1944, durante uma campanha de socorro às vítimas do terremoto de San Juan, ela conheceu o Juan Domingo Perón, que, aos 48 anos, se encantou com aquela moça de 24 anos e cabelos ainda escuros.





















Rapidamente o romance entre os dois se tornou público, já que Perón, na época à frente do Ministério do Trabalho, gostava de chocar seus correligionários e amigos ao apresentá-la de maneira formal como sua amante. Após tingir os seus cabelos de loiro para um filme, que depois se tornou a sua marca registrada, Evita falsificou os seus documentos, transformando-se em Maria Eva Duarte, nascida em Junín, em 1923, para poder casar-se legalmente com o coronel Perón em uma cerimônia intima e para poucos amigos.






Após a sua forte atuação na campanha presidencial, que levou Perón ao poder em fevereiro de 1946, Eva foi convidada para uma viagem para a Itália, França, Espanha e Suíça, onde passou três meses e retornou com um novo guarda-roupa repleto de roupas de grife. Uma matéria publicada na revista Life, em 1950, mostrando seus inúmeros armários com jóias, peles, sapatos e vestidos de grandes estilistas causou espanto na comunidade






No aspecto social seu trabalho se desenvolveu na Fundação Eva Perón, mantida por contribuições de empresários e por doações que os trabalhadores faziam quando tinham uma melhora em seus salários. Criou hospitais, lares para idosos e mães solteiras, dois policlínicos, escolas, uma Cidade Infantil. Durante as festas de fim de ano distribuía sidra e panettone, socorria os necessitados e organizava torneios esportivos infantis e juvenis. O outro bastão e talvez eixo principal de sua popularidade foi constituído em torno dos sindicalistas e da sua facilidade e carisma para conectar-se com as massas trabalhadoras, às quais ela chamava de seus "descamisados".




Parece que en la Argentina hubiera como una especie de instinto fatal de destrucción, de devoración de las propias entrañas. Una veneración de la muerte.La muerte no signiflca el pasado. Es el pasado congelado, no significa una resurrección de la memoria, representa sólo la veneración del cuerpo del muerto. La veneración de ese residuo es una especie de ancla. Y por eso los argentinos somos incapaces de construirnos un futuro, puesto que estamos anclados en un cuerpo. La memoria es leve, no pesa. Pero el cuerpo sí. La Argentina es un cuerpo de mujer que está embalsamado”.





Eva Perón faleceu no dia 26 de julho de 1952, sendo ainda muito jovem, por ocasião de uma leucemia.

A dor popular não a abandonou num velório que durou 14 dias, e não a abandonaria jamais. No imaginário popular, Evita é para muitos uma Santa


Escrito por mlopomo.zip.net às 22h43
[] [envie esta mensagem
] []





São Paulo Antigo.

                       Primeiro prefeito da cidade de  São Paulo Antonio de Almeida Prado, aindo do tempo que os prefeitos eram nomeados

                                   Bairro da Bela Vista, o  velho Bixiga, em 1867, onde muitos imigrantes italianos foram morar

Hospedaria dos imigrantes, foto dos anos 1900, Ali eles ficavam até surgir um trabalho nas fazendas de café. dentre os imigrantes que aportaram ali tinha em sua maioria italianos, depois portugueses e tambem espanhois. Mercado Municipal da cidade de São Paulo, 1926, foto tirada no fim das obras com todos os obreiros perfilados para o orgulho do arquiteto Felisberto Ranzini, chefe do departamento do escritorio de Ramos Azevedo
  
                     Carnaval Na Avenida Paulista anos 1930, o tempo que tinha o corso, que durou ate o ano de 1937.
                         fachada de uma pensão da Rua Flotencio de Abreu anos 1930
Bloco Carnavalesco, Rancho Folião Paulista do bairro do Bixiga do carnaval de 1932. Era uma dissidencia do Cordão dos Moderados, de operarios da comunidade italiana da Agua Branca, era um tempo que o Carnaval de rua era muito forte.
Predio do Correio Central em 1938 na Praça Alfredo Issa esquina da Avenida São João, logo depois do Vale do Anhangabau.
RAE-Repartição de Aguas e Esgotos -1940 - Mais tarde passou a ser, DAE - Departamento de Aguas e Esgotos, nos anos 1970, ficou sendo a Sabesp- Saneamento Basico do Estado de São Paulo.
  Domingos Da Guia, 1944, jogava pelo Corintihans e defendia o selecionado Paulista no Campeonato Brasileiro de Seleções.
1945 Avenida São João, local onde seriam recebidos os nossos valorosos herois da 2º guerra mundial que lutaram a favor da liberdade no campo de batalha de Monte Castelo na Italia.
  As valorosas nadadoras que disputaram o torneio realizado pela Federação Paulista de Natação na piscina do Clube de Regatas Tietê, no ano de 1947, a vencedora foi Eleonora Schimitt, a ultima da esquerda para a direita.               
Avenida Paulista em 1950, quando ainda possuia muitos casarões construidos pelos Barõesdo Café
Cine Metro um dos mais chiques cinemas de São Paulo virou igreja de crente, coisa do capeta.
Cine Riviera, anos 1950, um dos cinemas que virou igreja, ao contrario do Metro já não existe mais nem como igreja. Um dia se tornou Renascer e pegou fogo. A praga deve ter sido tão grande que nem das Cinzas Renasceu. Os Cafajestes filme de Rui Guerra ano 1962, do Chamado Cinema Novo tão criticado e polemico na época, por mostrar pela primeira vez no cinema gente fumando Maconha e usando Drogas. Esta cena aparentemente singela, é uma das mais fortes do texto. É o momento em que foram a praia para fazer sexo, mas a coisa não desabrochou, pelo contrario. A personagem de Norma Benguel diz ao personagem de Jesse Valadão:É o efeito da droga, né? Viaduto do Chá 1960, o primeiro a esquerda é o presidente Jânio Quadros que surpreendeu a todos vindo a São Paulo e circulou de carro e a pé sem escolta. Coisa que nos dias hoje nem pensar. Os mediocres tem varios seguranças, autenticos guarda roupas, com cara de mau. O prefeito Faria Lima, e dona Jô Clemente, dando inicio as obras da AACD, na Vila Clementino em 1967.

O tempo que a cidade tinha muitos engraxates, No Anhangabaú e na Praça da Sé ninguem ficava sem dar lustro nos sapatos.
                                                                                           Aeroporto de Congonhas em 1959



Escrito por mlopomo.zip.net às 00h36
[] [envie esta mensagem
] []





Memórias do IV Centenário.




Há uma polêmica em torno do símbolo do IV Centenário, que aparece nas imagens do projeto do parque nos anos 50. A espiral com um eixo inclinado em 60 graus foi criada por Oscar Niemeyer e apareceu nos comunicados oficiais e propagandas dos 400 anos de São Paulo. Niemeyer afirma que fez o desenho, mas que, em concreto, ele nunca foi erguido. A espiral foi erguida sim, mas ao desafiar as leis da física não conseguiu se manter em pé e se desfez poucos dias depois. A obra foi erguida pelo engenheiro Zenon Lotufo, mas não teve base de sustentação forte o bastante.
O simbolo do quarto centenario.
(fonte revista veja)











Lembranças do grande evento eram vendidos nas lojas da cidade,
esse prato de porcelana era encontrado na loja do Mappin. ou selos vendidos nos correios





Quando vejo o dístico do IV Centenário colocado nos jornais ou revistas antigas ou mesmo nas de hoje, lembro dos meus 15 anos de idade quando São Paulo estava em festas.
Dois anos antes já esfregávamos as mãos esperando os 400 anos da cidade, pois sabíamos que teríamos grandes festas que as emissoras de radio e os jornais anunciavam. A televisão estava engatinhando e poucas pessoas possuíam.
Em 1952, estávamos em contagem regressiva, São Paulo está no seu “tricentésimo nonagésimo oitavo ano de fundação, e toda a infra estrutura estava sendo preparada. As grandes obras seriam no Parque do Ibirapuera um enorme matagal sem uso, podíamos até dizer um super terreno baldio com um enorme lago onde os meninos das redondezas iam nadar, e uma estradinha estreita e asfaltada saia da Avenida Brasil a caminho da Vila Mariana acabando na Rua França Pinto onde já estava o instituto Biológico que está lá até hoje. Antes de chegar ao instituto Biológico tinha um maravilhoso campo de futebol com belo gramado onde a Portuguesa de Desportos treinava durante a semana. Eu morava na Vila Olímpia e andava por lá de bicicleta, e via os prédios do parque do Ibirapuera sendo erguido.
Era comum ver por lá o governador Lucas Nogueira Garcez e o prefeito Jânio Quadros por lá vistoriando as obras já bastante avançadas. Aqui vai ser o museu tal, ali o prédio da Bienal, a casa Japonesa, e mais ao fundo na Rua IV Centenário bem na frente do portão cinco estava a fabrica de Cera Parquetina, (“a amiga da Etelvina”) pouco antes de chegar a aquele portão e, a construção já estava em faze final o enorme Armazém onde seriam realizadas as grandes feiras como a FENITE, feira da indústria têxtil, a primeira tendo a feira da mecânica nacional como a segunda. Depois veio o salão da criança e do automóvel. Enfim cada prédio em construção já tinha sua denominação.
Pavilhões do projeto original - Muitos dos pavilhões que estavam no projeto original do Parque do Ibirapuera, como o Pavilhão da Venezuela, da Vemag e da Coca-Cola, foram construídos somente para a exposição do IV Centenário. Como o planejado desde o princípio, logo foram removidos.

Perto do portão nove, onde iniciava a Avenida Indianópolis (Republica do Líbano) quem entrava já dava de frente o lago onde estava sendo construído o Pier, de onde sairiam os barcos do restaurante fluvial, como era chamado e que estava à beira do lago.


Seguindo mais a frente vinha a grande marquise fazendo curvas uma das grandes obras do arquiteto Oscar Niemeyer, responsável pelo desenho de todas as edificações do Parque. Eram muitas obras de uma só vez.
Em 1953 já estávamos no “tricentésimo nonagésimo nono ano, e quem passava pela Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, onde se iniciava a Avenida Brasil formando um T, estava sendo erguido o Monumento as Bandeiras a grande obra de Victor Brecheret, e mais adiante o mausoléu em homenagem aos heróis da revolução constitucionalista de 1932, obra do artista e arquiteto italiano Galileu Emendabile, que estava sendo construído em blocos nos barracões dentro de parque.


E quando o ano de 1953 estava se despedindo e, entrava o mês de Janeiro de 1954, tudo era alegria e esperávamos somente o dia 25 de janeiro uma terça feira ensolarada, o povo comparecia em massa, ao parque do Ibirapuera construido no espaço de dois anos para as festividades do aniversario dos 400 anos. Ele ainda não estava terminado em seu todo e a inauguração só ocorreu no mês de Agosto, quando o parque foi inaugurado num sábado dia 21, três dias antes do suicídio de Getulio Vargas.











Mas naquele dia 25 de Janeiro estourou as grandes festas. O Vale do Anhangabaú chamado de o Vale do Povo não havia lugar para mais ninguém para ver a chuva de Prata (triângulos prateados) foto que o industrial Baby Pignatari, mandou seu avião jogar no centro da cidade e, esta até hoje na retina de quem ainda está vivo.

Na estrada da Boiada (Diógenes Ribeiro de Lima) local que ficou como o por do sol. Foi realizado um show pirotécnico por vários minutos, um dos maiores na cidade e, muitos fogos de artifício espocavam no céu, e por vários segundos uma sequência de fogos mostrava a bandeira brasileira com suas cores visíveis.

Foi nesse ano que entrei para a escola SENAI Roberto Simonsen, Rua Monsenhor Andrade, Brás, em que ficava na janelinha do ônibus vendo as maravilhas que a cidade tinha a mostra que infelizmente hoje não existem mais. Do Anhangabaú até a Praça da Sé, passando pela Galeria Prestes Maia, já com suas escadas rolantes, e saindo na Praça do Patriarca, à esquerda a igreja de Santo Antonio, era uma São Paulo “ainda pequena”, em relação à cidade de hoje e com muitas coisas a ver.
Na Praça da Sé a Catedral ainda em construção, ainda sem as torres laterais. Era uma praça alegre com muitos engraxates, muitos pés de coqueiros bem altos um mictório publico, vários vendedores ambulante e muitos punguistas escroques e estelionatários que davam nó em pingo d água.
Entrando pela Avenida Rangel Pestana indo em frente vamos descortinando o bairro do Brás mais a frente. Estou no bonde parecendo àquele caipira recém chegado a cidade grande. Quando ele esta passando em cima do Rio Tamanduateí, o grande “caldeirão” do Gasômetro aonde mães iam levar seus filhos aspirar ao Gás para curar a bronquite ou sinusite.
Já à esquerda se via o imponente edifício das indústrias onde estava instalada a assembléia legislativa, o bonde seguia rumo ao Brás, e, a direita estava um quartel do exercito.
Quando o bonde chaga a Rua Vasco da Gama entra à esquerda e vai desembocar na Rua do Gasômetro, e no primeiro ponto lá, era onde eu tinha que descer e sempre descendo com o bonde andando, em frente à Rua Monsenhor Andrade. Para falar a verdade o Bonde deixou saudade, principalmente o bonde aberto, onde o cobrador geralmente um português, cobrava duas passagens e a gente ouvia só um tilintar da cordinha puxada. Como diziam os Italianos, um per ti´, e due per mi.
Atravessando a Rua do Gasômetro estávamos na já praticamente na calçada da escola, era mais um dia de aula. A escola Roberto Simonsen também participava das homenagens ao aniversario da cidade, no nosso teatro muitos textos falavam das coisas da cidade.

Estávamos na metade do ano e os eventos continuavam, o próprio SENAI promoveu uma excursão dos alunos ao parque do Ibirapuera, já inaugurado e que era a coqueluche da cidade por causa da mídia que dava noticia a respeito comparando-o futuramente ao Central Parque de Nova York. Vários ônibus levavam os alunos a maioria da zona leste ou norte, e muito pouco da zona Sul. Cada aluno recebia vários tickets para entrar em vários brinquedos do Parque Sangrilá, um parque de empresa privada que foi contratado para as festividades da cidade. Muitos brinquedos a nossa disposição. Os carros elétricos bate-bate, Carrossel, Roda Gigante, barracas de tiros, com espingarda de rolha ou chumbinho, mas o que nos mais gostávamos e ia era no Tapete Mágico, A gente subia por uma escada a mais ou menos 10 metros de altura e vinha no tapete por uma canaleta da largura do corpo. Era bem encerado o que dava uma grande velocidade, até cair na concha rasa também encerada onde a velocidade era amortecida


No mês de junho no estádio do Pacaembu, foi feito uma das mais bonitas e sugestivas festas organizada pelos Circenses de São Paulo, tudo o que o circo tinha de bom e bonito estava dentro do gramado e na pista de atletismo do estádio no dia 11 de junho de 1954, que estava lotado de pais e filhos todos boquiabertos com uma festa linda.
Era a segunda vez que eu entrava no Pacaembu. No grande palco que era o estádio, estavam: Trapezistas, o Globo da Morte, Bailarinos e Bailarinas na ponta dos pés. Nos intervalos os Palhaços entravam mostrando suas habilidades, não deixando a peteca cair. A boca da garotada quase se rasgava de tanto riso era uma felicidade geral naquele domingo de inverno ensolarado. Para mim a única coisa que tirava pouco a alegria era o placar da Concha Acústica que mostrava Corinthians 1 X Palmeiras 0, gol de Claudio no primeiro tempo em que Rodrigues do Palmeiras chutou um pênalti na trave no sábado dia 10 de julho, pelo torneio Rio São Paulo.

S C Corinthians Paulista, o grande campeão do IV Centenário
O que faltava para completar a grande festa, do IV centenário, era a inauguração do Parque do Ibirapuera. Que estava coma as obras bastante atrasadas no inicio do ano.


Escrito por mlopomo.zip.net às 18h20
[] [envie esta mensagem
] []





Na inauguração do parque Ibirapuera estavam presentes o governador Garcez (de chapéu) e a sua direita o prefeito Jânio Quadros, presentes também autoridades civis, militares e eclesiásticas.
Mas, quando chegou o dia 21 de Agosto, um sábado eu minha mãe e meus irmãos, junto com a tia Deolinda (Dióla) e sua filha Luisinha estavamos entrando pelo portão nove para assistir a grande festa de inauguração, Quando estávamos passando a beira do lago, uma moça estudante universitária com uma prancheta estava fazendo um abaixo assinado para a renuncia do presidente da republica Getulio Vargas. E aproximou-se de minha mãe dizendo: Senhora quer assinar para a renuncia de Getulio?

A resposta foi forte. Quem é você, sua fedelha, para pedir isso para mim. – Mas a senhora não precisa assinar disse a moça. - Sai da minha frente sua idiota!

Foi preciso a Deolinda interferir para a moça não ser agredida.
Três dias depois veio à grande tristeza para empanar a nossa grande festa. O suicídio do presidente Getulio Vargas. Daí para frente o ano de 1954 foi até o seu final e as festas do IV centenário entrou no ano de 1955, até o dia 25 de janeiro quando a cidade fez 401 anos. E no mês seguinte aconteceu aquilo que eu menos queria. Corinthians Campeão do IV Centenário. E com muita justiça. Diga-se a bem da verdade.


Escrito por mlopomo.zip.net às 18h20
[] [envie esta mensagem
] []





Viveiro Manequinho Lopes - No início do século XX, um senhor de longas barbas andava pela cidade com um guarda-chuva, cutucando a terra de jardins para testar a qualidade do plantio. Foi com tal dedicação que Manoel Lopes de Oliveira Filho se tornou o Manequinho Lopes, que dá nome ao viveiro do Ibirapuera. Você pode adquirir uma muda de arvore para plantar em frente sua casa.



São Paulo Quatrocentão -

Musica autoria de Garoto, Chiquinho do Acordeon e Avaré.
Cantado pela estrela de São Paulo. Hebe Camargo

Oh, São Paulo! Oh, meu São Paulo! / São Paulo Quatrocentão / Oh, São Paulo! Oh, meu São Paulo! / Você é o meu torrão / Oh, São Paulo ! / Oh, meu São Paulo! / São Paulo das tradições / Oh, São Paulo, o seu nome / Vive em todos os corações
Você é lindo, é / É a terra do melhor café, / Seu grande centro industrial / Representa o esteio nacional / Você é varonil / Orgulho deste meu Brasil / Oh, meu São Paulo / Você é forte, é colossal
Quem é que não vai visitar / Meu São Paulo no Quarto Centenário, / Quem é que não vai enviar / Parabéns pelo seu aniversário, / Quem é que não sente emoção / Ao saber que também vai participar / Da festa do meu São Paulo / Que pra sempre hei de adorar.


Escrito por mlopomo.zip.net às 18h18
[] [envie esta mensagem
] []





O CRONISTA DO CORAÇÃO

Este era  Pedro Geraldo Costa Radialista e publicitário, talvez mais radialista do que publicitário. É dele o slogan “Maria sai da lata que a lata tem barata”.

FOTO-Pedro Geraldo Costa no meio de Delio Santos locutor da radio nacional Walter Silva (o Pica Pau)
Pedro era amigo do meu pai, já tinha ido algumas vezes a minha casa. Ele tinha uma farmácia na Rua da Consolação perto de onde meu pai trabalhava. Era a “farmácia do povo”. Não vendia remédios ele doava aos pobres, com certeza conseguia esses medicamentos nas campanhas que fazia na PRG-9, Radio Nacional onde ele irradiava o programa da Ave Maria todos os dias às 18 horas. Algumas pessoas já o chamavam de demagogo e, em 1954 quando ele se aliou ao padre Donizete Tavares de Lima, que vinha fazendo milagres por interseção de Nossa Senhora Aparecida. Muita gente dizia que tinha recebido um milagre da nossa querida padroeira, então Pedro Geraldo Costa resolveu homenageá-la, fazendo excursões a cidade de Tambaú, onde o padre Donizete tinha sua igreja. Para homenagear a santa ele fez uma chuva de rosas, com um avião nos céus da cidade de São Paulo fazendo com que as pétalas caíssem no Vale do Anhangabaú, um espetáculo realmente bonito e emocionante, com o vale do povo super lotado, com isso Pedro ia contabilizando cada vez mais a simpatia do povo.
Depois da chuva de Rosas ele teve outro momento de criatividade. Resolveu trazer do Líbano a Cruz de Cedro, dizia ele que era a Cruz onde “Cristo tinha sido crucificado” Na verdade era uma réplica. Foi outra coisa que tocou muito o povo que tinha fé e, mexeu com a emoção de todos. Como era anunciado com freqüência da chegada da Cruz houve uma grande expectativa, e o vale do Anhangabaú, estava tomado de pessoas, como sempre diziam estar ali um milhão de pessoas.
Depois desse evento aumentou os comentários de que ele não passava de demagogo e que logo seria candidato a algum cargo eletivo. Na verdade eram apenas ciúmes de políticos que sabia que uma boa fatia do eleitorado estaria com o cronista do coração
E seus detratores tiveram motivo de sobra para continuar com as criticas. Ele realmente foi candidato a vereador em 1955, inclusive esteve em minha casa para pedir a meu pai que autorizar eu a distribuir cédulas dele no dia da eleição. Com a permissão do meu pai, fui a casa dele na Rua Avanhandava buscar o material de propaganda e fui recebido por sua esposa, uma jovem magra muito bonita, contrastando com ele que era corpulento e gordo.
E no dia 3 de outubro estava eu em frente ao grupo escolar Martin Francisco distribuindo cédulas dele na eleição em que Juscelino tinha sido eleito presidente da republica e, ele também se elegeu vereador.
E daí por diante sua carreira política foi de vento em popa, mas nunca deixou o radio de lado. Agora com o respaldo do Padre
Donizete seu programa da Ave Maria ganhava outros contornos, pois ele gravou uma fita com a benção do padre e cada vez que ele ia rezar pedia para os ouvintes colocar um copo de água em cima do radio para que no momento da benção a água ficasse benta, o que era religiosamente feito por muitos ouvintes que mandavam cartas dizendo da melhoria de vida depois de tal medida.

No programa antes da reza ele era um conselheiro pedia para que as pessoas fossem honestas e que o lar sempre fosse de muita alegria e, que os casais se dessem bem. Pedia para que fossem sempre a missa para receber de Deus as bênçãos.

Um dia um marido que tinha brigado feio com a esposa inclusive partindo para agressão, ela pediu ao marido que ouvisse os conselhos de Tio Pedro como era chamado.

Raivoso o homem foi ao encontro de
Pedro na Farmácia do Povo de arma em punho, só que não o encontrou. Ele tinha saído minutos antes, se safando de ser morto.

Em seu programa do dia seguinte ele disse categoricamente que foi Nossa Senhora Aparecida que fez com que ele saísse para fazer algo. Pedro era assim não tinha vergonha de dizer essas coisas.
Pedro já tinha subido na política era deputado estadual, e em 1965 se candidatou a prefeito da capital. Tinha a convicção de que seria eleito, embora concorressem com ele dois pesos pesados da política na época, Faria Lima e Laudo Natel, mas sua campanha estava firme e, ele usava os meios de comunicação de onde fazia parte.

No programa da Hebe Camargo ele foi com a gravata do lado do avesso e com um paralelepípedo na mão. E teve que responder duas perguntas:

1º- Porque está com a gravata do avesso? – É porque quando as pessoas perguntam e eu coloco do lado direito onde está minha foto dizendo que sou candidato.
2º - E, essa “pedrona” que está ai no seu colo? Porque sou o Pedro da Pedra, esse é meu Slogan. Ele tinha muita imaginação. Um local onde todos os candidatos colocavam faixas era na Praça da Republica, o lugar bem visível era de frete a Avenida Ipiranga. Das muitas faixas que ali estavam a que mais chamava atenção era a dele. Um monte de passarinhos ficava ali pousado ou antão ciscando na calha que ele colocou na base da faixa, onde também colocou alpiste motivo pelo qual os pássaros se esbaldavam. Com isso ele queria dizer que era milagre de Nossa senhora Aparecida.
Em sua plataforma administrativa, Pedro Geraldo Costa, falava da construção de um hospital que seria construído por imigrantes de várias raças radicadas em São Paulo, Italianos, Libaneses, Judeus, Espanhóis, Portugueses. Cabendo a eles a construção desse hospital, Por exemplo: Cada andar do prédio teria a cor da bandeira do país que seus membros viessem a construir
Um dia fez um comício na rua em meio à meia dúzia de pessoas e, se dizia emocionado com o povo cantando “sempre no meu coração”, sua característica musical por ser “o cronista do coração”. Obrigado pelas palmas saudações, boas novas, sabem tudo o que falei até aqui, sabem que eu vou combater a pornografia e vou defender a família, as meninas estupradas. Antes de votar, olhem para suas filhas e suas netas. Vá para o voto firme em Pedro Geraldo Costa “O homem que o povo gosta”. Vamos ganhar essa eleição. Nada de vassoura e de pano branco que não varre mais. Isso é o símbolo da maldade condição de bruxa. Como que vocês podem confiar num homem que não crê em Deus? E nesse que quer colocar uma estrela vermelha no céu de Anchieta de São Paulo. Pelo amor de Deus! Isso de jeito nenhum, digo como Cristão seu bairro vai provar o numero de famílias e de moral. Vamos cantando: “sempre no meu coração...
Pedro Geraldo Costa foi derrotado e, sentiu muito essa derrota. Por uma semana ele deixou de fazer o programa da Ave Maria que foi feito por sua filha mais velha que disse que ele estava muito aborrecido pela derrota. Sem duvida o nome de
Pedro Geraldo Costa merece ser lembrado não apenas como grande nome do radio, mas como um ser humano excepcional, que usava sua capacidade de comunicador para viver, sem esquecer-se do próximo.
Quis o destino que ele partisse para o alem, num dia 15 de novembro de 1990, dia de eleição, entre pessoas e veículos que se deslocavam pelas ruas da cidade, um cortejo fúnebre passava em meio a panfletos “santinhos” jogados pelas ruas. Era o ex. Pedro da pedra que um dia tinha também sido candidato se encaminhava para sua ultima morada, aos 70 anos, bem vividos aqui na terra, como radialista, publicitário e político.


Escrito por mlopomo.zip.net às 14h02
[] [envie esta mensagem
] []





























Noel Rosa
(Noel de Medeiros Rosa)
Em 11 de Dezembro de 1910 nascia Noel Rosa o mais famoso, compositor de musica brasileira viveu apenas 26 anos. Natural de Vila Izabel Rio de janeiro foi cognominado o poeta da Vila. Em 1931 aos 21 anos cursa um ano na faculdade. A família do sambista era da classe média e, mas como até hoje passava por problemas financeiros. Mesmo assim Noel estudava no tradicional colégio São Bento e entrou para a faculdade de medicina curso que abandonou para viver na boemia e atuar na vida artística.


Em 1933 compõe a musica feitiço da Vila respondendo ao compositor Wilson Batista, seu opositor na confecção de musicas, e que vinha ofendendo-o devido a deficiência que Noel tinha no queixo devido. Sua mãe teve um parto difícil e o médico precisou usar fórceps, o que teria causado seu problema no queixo, pouco proeminente.
Na musica respondendo essa provocação, Noel compôs Palpite infeliz “Quem é você que não sabe o que diz. Meu Deus do céu que palpite infeliz...”





Em 1934 ele se casa com Lindaura, com quem, casou-se para morrer, pois já estava tuberculoso. Segundo Martinho da Vila, também de Vila Izabel, Noel só gostou mesmo da Lindaura, com quem casou-se para morrer, pois já estava tuberculoso, mas sua paixão mesmo era


Ceci,(Mafalda Ceci) a dama do cabaré. Com esta queria viver uma vida a dois, mas ela era como ele, de muitos amores. Sempre foi de Ceci, mas sentiu que estava sendo preterido pelo jornalista Mário Lago, jovem como Noel, mas o inverso dele. Bonito e sempre bem vestido, fino. Tratava Ceci como uma dama, mas não de Cabaré, da sociedade. Levou a dançarina pela primeira vez a um teatro, o que muito a sensibilizou. Sinalizou a Noel que seu coração estava dividido e que não pretendia abrir mão do seu novo amor.
Desesperado, ele decidiu abandoná-la, mas pediu que Ceci satisfizesse o seu ultimo desejo carnal. Foi atendido. Inspiradíssimo e apaixonado, compôs uma das suas ultimas criações, um samba de despedida, dela e da vida. Ultimo desejo. “Nosso amor que eu não esqueço, e que teve o / seu começo /Numa festa de São João / Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete, / sem luar, sem violão / Perto de você me calo, tudo penso e nada falo / Tenho medo de chorar / Nunca mais quero o seu beijo mas meu último desejo
você não pode negar”.

Fazia tratamento contra a tuberculose que pegou por ter uma vida desregrada na boemia. Até mesmo com os conselhos médicos serviam de inspiração para compor. Depois de uma consulta ele fez uma musica falando da doença em que o medico fazia exame de escarro.
Noel tinha horror ao idioma estrangeiro, e com isso compôs essa musica. O cinema falado é o grande culpado da transformação/Dessa gente que sente que um barracão prende mais que o xadrez/Lá no morro, seu eu fizer uma falseta/A Risoleta desiste logo do francês e do Inglês/A gíria que o nosso morro criou/Bem cedo a cidade aceitou e usou/Mais tarde o malandro deixou de sambar, dando pinote/Na gafieira dançar o Fox-Trote/Essa gente hoje em dia que tem a mania da exibição/Não entende que o samba não tem tradução no idioma francês/Tudo aquilo que o malandro pronuncia/Com voz macia é brasileiro, já passou de português/Amor lá no morro é amor pra chuchu/As rimas do samba não são I love you/E esse negócio de alô, alô boy e alô Johnny/Só pode ser conversa de telefone...
Noel nasceu em 1910, nesse mesmo ano nasceram, Nássara, Custodio Mesquita, Haroldo Lobo, Luiz barbosa, Claudionor Cruz, Manezinho Araujo, Vadico e Adoniram Barbosa.
Noel participava do do conjunto “Os tangarás”, ao qual ele pertencia, Noel foi convidado por Francisco Alves a integrar um grupo para fazer uma excursão ao Sul do país. Esse grupo intitulado como Os Azes do samba, era formado por Peri Cunha (bandolim) Nonô (piano) Mario Reis, Francisco Alves e Noel Rosa. Francisco Alves comseu vozeirão, Mario reis com sua classica docura e Noel, que tocava violão basico, tinha uma oequena voz, mas que se destacava por ser carismatico, alegre e com muito ritmo noseu jeito particular de cantar.
Nessa excursão aconteceu um fato interessante. Francisco Alves o lider, exigia que todos se apresentassem em traje a rigor, coisa que Noel detestava.
Em Porto Alegre ele saiu com seu terno branco e não apareceu na hora do Show. O publico apupava e o espetaculo que começou sem Noel.
No final a plateia aplaudia, mas não arredava pé, esperando por ele, que chegou propositalmente atrasado e um tanto embriagado e todo sujo. Chico Alves ficou possesso: “Que papelão, heim, seu malandro irresponsavel!” Mário Reis falou: “mete ele no palco assim mesmo. Não da mais tempo de tomar banho.” Noel meio cambaleante, o povo riu, mas ele se impôs. Quando cantou o Gago Apaixonado, foi um sucesso estrondoso. Todos voltaram para o numero final com seus trajes pretos e Noel de branco. A partir dai ele nunca mais usou o Smoking.
Todo mundo admirava o Poeta de Vila, ninguem se furtava a sua companhia, mas tambem falavam dele: “So vive metido com mulher da vida e vagabundo.” “Não sei o que ele vai fazer nos suburbios. Coisa boa não pode ser.” “Prefere as tendinhas do Estacio e da mangueira aos Bares da Galeria Cruzeiro e do café Nice”. “Só gosta de pé sujo. Nunca vai na Confeitaria Colombo.”
Noel fez uma bela critica a seus criticos com o samba Filosofia: “o mundo me condena e ninguem tem pena/ falando sempre mal do meu nome/ deixando se saber se eu vou morrer de sede ou se vou morrer de fome.”
Noel rosa viveu a sua moda, e a moda dele era o samba e a boemia. Mulheres, bebida,cigarro. Tudo aquiloque ele não podia fazer devido a doença que ele tinha e o levou a morte dia 4 de maio de 1937, em sua casa do bairro de Vila izabel. Quem viveu aquela época disse, que Noel em seus ultimos instantes de vida tinha ao lado de sua casa uma festa de casa,mento em que o Samba corria solto. A esposa vendo que Noel estava nas ultimas pediu que o barulho e a musica cessa-se no que foi atendida. Foi então que ele perguntou. Porque pararam a musica? Até em seus ultimos instantes de vida o samba foi sua vitamina.
Fonte: Jornal O estado de São Paulomário
Mário Lopomo - (mlopomo@uol.com.br)



Escrito por mlopomo.zip.net às 19h48
[] [envie esta mensagem
] []





Os carroceiros.


Essa categoria me chamou atenção porque em Belo Horizonte, foi comemorado o dia do carroceiro (14 de setembro). Para tal evento foi realizado uma Carreceata, ao redor do lago da pampulha. A concentração ocorreu na escola de veterinaria, onde todas as carroças estavam enfeitadas para o passeio.
Então me lembrei do meu tio Antonio, morador no bairro do Limão zona norte da capital, que tinha como profissão carroceiro, também seus filhos tinham suas carroças mesmo que delas não faziam como profissão. Elas eram adaptadas como charretes. Era um charme passear de charrete naquela época. Muitas moças ficavam assanhadas quando um charreteiro puxava as rédeas do cavalo e dava uma piscada a uma delas.
No Itaim Bibi, também tinha muitas carroças e charretes circulando.




A charrete mais famosa era do Tomazzela, um homem barbudo e paralitico que onde ia estava sentado na sua charrete. Para não tomar sol tinha um puxadinho de lona muito bem feito.





Os coletores de Lixo lá do Itaim onde eu morava naquele ano estavam em cima de um carroção que era levado por quatro cavalos, dois a frente e mais dois a trás.Eles desciam para pegar as latas de lixo, e logo em seguida subiam novamente na carroça em vez de ir a pé para pegar as latas do lixo em frente das casas.
Muitas vezes eles pegavam água em casa para matar a sede dos animais.era necessario pegar quatro baldes porque cada cavalo bebia toda a agua do ricipiente. O triste era quando um ou dois cavalos empacavam, e não saiam do lugar, mas nem com reza brava. Era cada paulada no lombo deles que dava dó. Sempre tinha um engraçadinho que gritava: pega o bambu e enfia neles que que andam na hora.
Quem usava muito carroças eram os vendedores de frutas, peixes, e verduras, meu primo mesmo o, Chico (piqui)quando vendia na rua tinha sua carroça, ele vendia peixe e as vezes frutas. Um português que gritava verduráiro, vendia só folhas como dizem os feirantes, isto é: Almeirão, catalonia, brócolis, repolho, alface ou escarola.

Mas quem fazia sucesso mesmo era o tripeiro.

Ele tinha uma carroça fechada assim tipo baú, muito bem feito com as quinas arredondadas, e coberto em folhas de flandes, de cor cinza, e por dentro bem calafetada com a refrigeração, de gelo quadrado de 25 cm de espessura e quase um metro de comprimento.

O tripeiro era aquele que vendia miúdos de bovinos, Coração, fígado, língua, rabo e também miúdos de suínos, e de frangos como, coração, moelas, etc.
O tripeiro não gritava como os outros vendedores, ele tinha um apito que era muito comum a nos garotos, com um som bastante estridente, que se ouvia de longe.

Não era nem preciso chamar a mãe como acontecia com os peixeiros e verdureiros, elas ouviam mesmo quando estavam escutando as novelas da Radio São Paulo.
Era muito doido para elas deixar de ouvir por instantes, Waldemar Ciglione, Manoel Durães, Odair Marsano, fernando balerone e Geraldo Cunha, porque o tripeiro era prioridade.

Ai do Patriarca que chegasse do serviço a noite e não tivesse aqueles miúdos fresquinhos e tão deliciosos. Era um tapa na cara da esposa com toda certeza.
Tinha muitas carroças que não eram puxadas por cavalos ou burros, era o próprio ser humano quem puxava. E isso é o que mais se vê nos dias de hoje. É muito difícil ver uma carroça puxada a cavalo, porque o transito não permite. Já teve atropelamento ou abalroamento onde o cavalo foi à maior vitima.
Até para buscar capim a gente ia de carroça ou charrete, enquanto a gente cortava o capim com alfanje ou foice, os danados mandavam ver os dentes no capinzal a sua frente. Na minha casa não tinha cavalo, mas eu aproveitava a carona para cortar capim para os coelhos. Já quem tinha cavalo era seu Alfredo Di Estefano, nosso vizinho de muro. O cavalo ficava bem ao lado do nosso portão, fedia pra cachorro. O bom era que o esterco misturado com cavaco de madeira, ele dava para a gente colocar na horta. Nunca meu pai ou mãe, nunca reclamaram da fedentina. Interessante esse papo! Romaria a Bom Jesus de Pirapora, já na estrada, a frente vão os cavaleiros portando as bandeiras, e a seguir os que vinham em charretes a carroças.

Tinha também o desfile de carroças e charretes todos os anos, Era a Romaria que ia de Santo Amaro, a Bom Jesus de Pirapora, saia do largo treze e passavam pela Chácara Santo Antonio, Brooklin, e Vila Olímpia com breves paradas e depois iam todos para o Santuário de Bom Jesus de Pirapora era a Romaria anual. Nem todos iam de Carroças ou Charretes, muitos iam no lombo dos cavalos.


Monumento aos Romeiros, de Santo Amaro inaugurado em 1970, obra do Artista Plastico Julio Guerra, (O mesmo que fez a Estatua do Borba Gato) Uma tradição que vem desde o ano de 1920.
Essa Romaria era uma festa comemorativa ao Bom Jesus de Pirapora, mas na verdade iam mesmo beber até a coisa fazer bico. O que mais tinha lá era vinho de São Roque, onde despontava o Licoroso Branco Palmeiras. Era tão docinho que quando o cara via tava, bebinho, bebinho. E o Santo não ficava sem seu gole, sempre tinha aqueles que jogavam o pouquinho no chão, para eles não morrer de vontade. Essa era a reza dos grandes Romeiros de Santo Amaro e Adjacências.


Santuario de Bom jesus de Pirapora.


Escrito por mlopomo.zip.net às 07h56
[] [envie esta mensagem
] []






O JOGO DO BICHO
O jogo do bicho é uma bolsa de apostas que se tornou ilegal a partir de 1946 no governo do Marechal Eurico Gaspar Dutra, por intercessão da igreja catolica via primeira dama dona Santinha.
Esse tipo de jogo se deu no seculo IXX inventado pelo Barão João Batista Viana Drummond fundador e proprietario do Jardim Zoologico do bairro de Vila Izabel no Rio de Janeiro. Para manter o Zoologico que vinha consumindo as finanças do Barão ele instituiu um sorteio no portão do Zoo, para as pessoas que fossem visitar os animais.
Cada animal correspondia há um numero de 1 a 25, o portador do ingresso que acertava o bicho sorteado devolvia o ingresso e tinha o dinheiro de volta. Com iso a frequencia ao Zoo foi aumentando, e aumentava tambem o numero de pessoas que ficavam por perto apostando entre si qual o animal seria sorteado. Dai nasceu o jogo do bicho, que passou a ter uma tabela de 1 a 25 cada um correspondendo a um determinado animal ou Ave. Os 25 grupos passou a ter quatro dezenas,

Ex. De 1 a 4, Avestrus, e de 05 a 08, Cabra e assim por diante como mostra as ilustrações.

A fase de intensa especulação financeira e jogatina na bolsa de valores nos primeiros anos da República imprimiu grave crise ao comércio.










Aguia - 05 06--07--08 -


Para estimular as vendas, os comerciantes instituíram sorteios de brindes. Assim é que, tencionado em aumentar o frequência do zoológico, o barão decidiu estipular um prêmio em dinheiro e sortear uma placa a cada dia. Em cada placa figurava um dos 25 animais de sua propriedade. A partir daí, as placas foram associadas a séries numéricas e o jogo passou a ser praticado largamente, a ponto de transformar a capital da republica (desde 1889) na "capital do jogo do bicho". Assim, nasceu um dos jogos mais democráticos e mais serio da história do Brasil.
Simples no começo, o sistema de jogo do bicho multiplicou-se pelo território brasileiro e teve forte presença cultural no "Brasil moderno": na música, no cinema, no teatro e na literatura. Camara Cascudo no seu Dicionário do folclore brasileiro, distinguia o jogo como sendo "invencível" e que a sua repressão apenas ampliava sua reprodução por todo o país. Vício irresistível, escreveu o folclorista: (…)Contra ele a repressão policial apenas multiplica a clandestinidade. O jogo do bicho é invencível. Está, como dizem os viciados, na massa do sangue".


Burro - 09--10--11--12
Ainda nos anos 1950 proliferava os chalés do jogo do bicho e aos domingos eram chamados de ximbica que faziam apostas clandestinas das corridas de cavalos de cidade Jardim, do hipodromo de São Vicente, e das coridas de trote da pista prateada de Vila Guilherme, mas no inicio dos anos 1960, a policia começou a dar em cima de olho nas bancas clandestinas e atras dos cambistas que percorriam as ruas da cidade em bares e comercio em busca de apostas sendo descarregados nas bancas que depois iam para a banca maior, o bolo financeiro era incalculavel.







Borboleta- 13--14--15--16



Escrito por mlopomo.zip.net às 18h25
[] [envie esta mensagem
] []





 

Foi ai que meu primo Chico, mais conhecido como “Piqui” deixou de vendar frutas, verduras ou paixes para se dedicar a ser mais um cambista do jogo do bicho, entregando as apostas recolhidas para a banca do Avelino que repassava há uma banca mais confiavel de pagamento, poi s o jogo do bicho era tido como a coisa mais honesta que existia no Brasil em termos de pagamentos. Se um cambista do jogo não entregava o premio há um ganhador ele se queimava no esquema. A banca pagava, mas o cambista não trabalhava para mais ninguem porque seu nome ia pra lista negra e corria de boca em boca e ninguem mais confiava nele.


Cachorro - 17 - 18 -19 20

A vantagem do jogo do bicho para com a loteria federal era que o apostador jogava o quanto queria e tinha uma gama de apostas a escolher. O bicho (que pertencia há um grupo de quatro dezenas), que podia jogar tanto no primeiro premio, como do primeiro ao quinto. Acertando o bicho no primeiro premio e jogava um cruzeiro ganhava vinte. Jogando 10,00 ganhava 200,00, e assim pordiante senpre multiplicando o que jogou por 20.








 

Cabra -21--22--23--24
Tinha tambem as dezenas qu iam de 00 a 99, que pagava 70,00 por cada um cruzeiro jogado. Já o duque de dezenas (acertar duas dezenas) que pavava o premio de 150,00 por cada cruzeiro jogado. A centena pagava 750,00 por cada cruzeiro jogado, passando depois para 600,00 para cada cruzeiro. E a milhar que pagava 5.000,00 (cinco mil cruzeiros) e mais tarde passou a 3.000,00 por cada cruzeiro jogado. Tinha varias outras alternativas dentro de um livreto que os chalés forneciam. Esses valores eram maiores no inicio, foram diminuidos com o passar do tempo.

O Bicho no primeiro prêmio continuou a ser pago 20,00, pois cada bicho tinha quatro dezenas correspondentes ao grupo. Com a criatividade dos jogadores passaou-se a jogar 12 bichos algarismo par no primeiro premio. A um cruzeiro cada bicho, num total de 12,00, e quem jogava recebia um premio de 20 cruzeiros, com um lucro de oito cruzeiros. No dia seguinte ele retornava a jogar os memsos 12,00

No caso de dar bicho impar o jogador tinha que jogar 24, 00 para ter o lucro e 16,00. Continuando dar o bicho impar ele teria que jogar 36,00 para não perder dinheiro e assim por diante,pois se não dava par e dava impar e tendo paciencia não se perdia nada, por que uma hora o bicho par daria no primeiro prêmio.


Carneiro-25--26--27--28
Os banqueiros perceberam e reduziram o premio para 18,00 por cada cruzeiro jogado, ainda assim valia a pena continuar jogando nesse sistema pois o lucro agora era de seis cruzeiros, mas quando o premio foi baixado para 15,00, todos mundo parou de jogar no grupo do bicho. Nessa altura eu tambem dava uma de cambista bico, pegava o jogo dos colegas de serviço e dava para o meu primo, e meu joguinho saia de graça. Era já um verdadeiro catedratico do jogo do bicho.











 

Camelo -29--30--31--32
O Sorteio era feito diariamente no Rio de janeiro dentro de uma sala de cinema, e nem sempre no mesmo lugar para burlar a policia, que sempre lavava uma grana, mas para mostra serviço de vez em quando prendia algum cambista. Meu primo Chico já tinha ido sido preso varias vezes, inclusive ele assistiu os jogos da copa de 70 na casa de detenção. Foi solto a vespera do jogo final. O sorteio erafeito da seguinte maneira. Do globo que tinha 100 bolinhas 25 seriam tiradas uma apoz a outra formando os cinco premios.








Cobra - 33--34--35--36
A primeira bolinha era a dezena unidade final da milhar do quinto premio, depois formava a centena, dezena, a seguir o quarto premio até chegar a milhar do primeiro premio. Esse sorteio era chamado de paratodos, mas na quarta feira e no sabado, o sorteio era feito pela loteria federal, e nesses dois dias era os de maior volume de apostas, porque para muitos o sorteio não tinha marmelada, mesmo os cambistas dizendo que no jogo do bicho tudo era feito de forma honesta.





Coelho - 37--38--39--40 -
Os sorteios eram feitos geralmente dentro de um cinema para que tivesse um publico para fiscalizar o sorteio e dar seriedade. Para driblar a policia nunca se fazia o sorteio no mesmo lugar, havia um rodisio de locais, sempre onde cabia muita gente.





 

Cavalo – 41 - 42 0 43 - 44
Mas com dizem. Aonde tem dinheiro existe muita cocega nas mãos. As bancas proliferavam, ai meu primo já não era mais canbista e sim socio da banca do Avelino que ganhava pontos e estava bem proximo da primeira divisão dos banqueiros do jogo. Avelino e Chico estavam inaugurando varias “bancas” em varios pontos da zona sul onde moravam, sempre usando apoentados ou mulheres desocupadas para tomar conta do local alugado.



 

Elefante – 45 – 46 – 47 48
Para abrir uma banca a primeira providencia era ir a delegacia do bairro bater um papo com o Majorengo. A negociação sempre dava certo e de graça não era. Certa vez na decada de 60 o encontrei na Rua e perguntado, disse que ia a Vila Sônia 34º distrito policial. Estava ela com a mala preta, dai veio o folclore do futebol quando um clube precisa da vitoria de um outro, para ser campeão. A mala do meu primo era a mala do momento, a 007.



 

Galo – 49 50 – 51 – 52 –
O galo é o Rei do terreiro, O leão Rei dos animais, O coelho era da Pascoa, o Peru morria sempre as vesperas do Natal, um pessimo amigo era chamado de amigo Urso, então quando se sonhava com algo parecido, era carcar no primeiro prêmio.





 

Gato 53 - 54 – 55 – 56
As mania e superstições de pessoas para jogar no bicho era a coisa mais gozada.Quem levantava e logo via um cachorro na rua mandava ver no animal sempre na cabeça que era para ganhar mais.




 

Jacaré - 57 – 58 – 59 - 60
Quando um gato caia do telhado todos jogavam no burro. Porque gato que cai do telhado não passa de um burro. O ruim era quando alguem sonhava com avião, jogar em quem? Uns diziam que pena que não tem urubu, mas tem a aguia dizia outro.


 


 

Leão – 61 – 62 – 63 – 64
Eu sempre fui um pé frio em termos de jogo. Nunca tinha ganhado nada. Um domimgo fomos no parque de diverssão da avenida Santo Amaro ao lado do Corrego da Agua Espraiada, e minha filha andou nos cavalinhos. Durante a madrugada ela sonhou e acordou gritando:






 

Macaco – 65 – 66 – 67 – 68
Pai olha o Cavalo tenho medo. Minha mulher me dise joga no bicho, hoje vai dar cavalo na cabeça. No trabalho ia sempre um cambista recolher aposta, era dificil eu jogar, pois pé frio é melhor não jogar


Escrito por mlopomo.zip.net às 18h23
[] [envie esta mensagem
] []





Porco – 69 – 70 -71 - 72


Falei pro cambista joga 5.00 na centena do cavalo. Que numero? Joga qualquer um, disse. Ta bom vou jogar a centena 244, na cabeça. Não gostei do numero porque ele repetiu o numero quatro. As três horas da tarde la vem ele dizendo que tinha dado minha centena no primeiro tempo e eu ganhei 3.000,00.


Pavão - 73 – 74 75 – 76
Tambem foi só. Em varios locais as papeletas com o resultado era penduradas nos postes de iluminação, as pessoas passavam e pegavam uma papeleta do poste e uma do bolso para conferir. O jornal Noticias Populares dava o resultado todos os dias o que tinha dado no dia anterio. Era só ver na segunda pagina a coluna “Deu no Poste”,

 


 

Peru = 77 – 78 – 70 80


 

 

 

 

 

 

 

Touro - 81 - 82 - 83 - 84









 

 

Tigre -85--86--87—88







 

Urso – 89 – 90 – 91 - 92
Para não dar muito na vista os quatro numeros das milhares do primeiro ao quinto premio eram intercalados com letras, dizendo cruzadinhas, dessa maneira. 1 d 3 a 7 b 8, era uma coluna vertical, com essa trapalhada de numeros e letras que o povo entendia muito bem.


 

Veado - 93--94--95--96











Vaca – 97 – 98 – 99 - 00





O dinheiro corria solto nas bancas do jogo do bicho. principalmente até os anos 1970. Mesmo estando na clandestinnidade, o jogo corria e com certeza a corrupção, e a propina correu solta para que os cambistas e bancas não sofressem solução de continuidade.
As apostas eram feitas em diversos bichos, e quando a apostador não acertava era porque tinha dado zebra

 






Escrito por mlopomo.zip.net às 18h21
[] [envie esta mensagem
] []





Blog da Historia Apresenta

AUTODROMO DE INTERLAGOS

70 ANOS.

Atenção, vai ser dada a saida para uma prova de automobilismo no ano de 1948, o carro de Chico Landi está no meio.

do  miolo da pista os carros  iam para a parte externa da pista onde tinha a Junção, que era a que levava a reta de chegada. O autódromo tinha outra cara, era bem simples e rústico, no miolo a pista era rodeada de uma espécie de morro, que era onde a gente corria para os dois lados da pista para ver um carro que a gente gostava. Uma hora estava na reta de chegada e depois que passavam por ali, íamos do outro lado onde ficava a reta oposta. Tudo isso para ver uma baratinha que era chamada de Carreteira que em meio a carros de outra categoria se destacava chamando a atenção de muita gente. Não tenho muita certeza, mas parece que o piloto daquele “carrinho” era Cyro Cayres. Alem da carreteira, tinha a tal de Berlineta, que era pilotada pelo Luiz Antonio Greco Luiz Antonio Greco.


A pista do Autódromo de Interlagos tinha quase oito quilômetros de extensão, (7.823 metros) ela tinha um miolo cheio de curvas que mais parecia um labirinto. Essas curvas tinham nomes gostosos de dizer como, a curva do Sol, o Bico de Pato, Mergulho, Laranjinha, a curva do lago, a do Sargento, Pinheirinho, a curva do S.             Saindo

Outros nomes da época eram Bird Clemente, Luizinho Pereira Bueno, Celso Lara Barberis, e Roberto Galucci. Como eu sempre morei na zona Sul da cidade de São Paulo estava sempre por lá fazendo minhas peripécias na pista. Da arquibancada dava para ver praticamente a pista inteira. Nos anos 1960 tivemos provas maravilhosas, Mil Milhas, 24 horas, 500 quilômetros de Interlagos, e muitas outras em forma de baterias. As marcas eram Sinca Chambord. DKW, Willys e Ford e Wolksvagen.
A prova que não esqueço nunca foi em 1957 quando os aficionados pela velocidade teve a satisfação de ver de perto o Penta campeão Mundial de Formula um, Juan Manuel Fangio, que junto ao grande campeão brasileiro Chico Landi, Celso Lara Barberis, Bird Clemente e o excepcional corredor gaucho Catharino Andreatta, tri-campeão das Mil Milhas brasileiras que davam muitas voltas na pistas e todos eles voltas atrás do Penta Campeão Mundial Campeão de formula um, o Argentino Juan Manoel Fangio, que com sua Masserati (caso minha memória não tenha falhado) deu um passeio na pista.

Os especialistas em corridas de automóveis diziam que Juan Manuel Fangio, não veio a Interlagos para correr e sim para passear, de tanto que ele se destacava na pista. Dava a impressão que ele não acelerava muito, era o carro que deslizava na pista. Outra corrida memorável de Interlagos se deu em 1959, num sábado ensolarado próprio para ir a um evento como aquele que, não sei se foi uma mil milhas, ou 24 horas de Interlagos.
Só sei que quando Celso Lara Barberis estava próximo à curva do laranjinha, uma roda do seu carro saiu e foi rolando numa velocidade grande quando bateu no Guard Hill ela subiu e foi parar em meio ao publico. A TV Record que transmitia tudo o quanto era corrida mostrava justamente aquele momento em que a roda caia em direção ao publico com muita gente correndo. Uma moça que permaneceu sentada levou a roda no peito morrendo instantaneamente. Depois veio a noticia que se tratava de uma moça de 19 anos que era a Miss Campinas.


Chico Landi numa de suas provas em 1951,

e abaixo depois de uma de suas vitorias sendo cumprimentado pelos aficionados pela velocidade. Chico Landi foi um dos grandes corredores brasileiros cujo destaque foi da decada de 1940 até a de 60. Foi o maior nome do automobilismo brsileiro antes da chegada de Emerson Fittipaldi.

Numa prova das Mil Milhas no autodromo de Interlagos no inicio dos anos 1960, Chico Land estava à frente vencendo até com certa facilidade, ai veio à bandeira preta eliminando-o da prova. Motivo: sua lanterna trazeira estava apagada. Mesmo desclassificado da prova ele permaneceu na pista e terminou, embora não oficialmente com a vitoria. O Presidente das Emissoras Unidas Paulo Machado de Carvalho, em que a estação de radio e de TV transmitiam a corrida deu um premio em dinheiro ao nosso campeão da época.

Ao final dos anos 1960 já tínhamos novos nomes no automobilismo brasileiro, um deles era Wilson Fittipaldi Junior, filho de um cronista esportivo desse esporte que já no início da década de 60 tinha um programa esportivo às 12 horas na radio pan-americana falando de automobilismo em que os campeões eram Jin Clark tido como o, “escocês voador”. Wilsinho como era chamado tinha o sangue da velocidade nas veias, já que era filho de pai e mãe corredores de carros de corrida.
No inicio dos anos 1970 quando eu prestava meu trabalho no plantão esportivo da radio bandeirantes fui escalado para cobrir as provas de automobilismo em baterias que se realizavam em Interlagos já que os nomes brasileiros que estariam em ação eram os irmãos Fittipaldi, Wilson e Emerson, o segundo com menos nome.

Como a Radio Bandeirantes tinha o futebol como preferência, mas não podia deixar de lado um esporte que ganhava a mídia, eu recorri a alguém que podia me dar subsídios e foi para o criador do Plantão esportivo Narciso Vernizzi, da Jovem Pan, (antiga pan-americana), com quem trovava informações sobre todos os esportes, principalmente do futebol Argentino. Narciso, com com sua enorme educação, foi um autentico mestre de cerimônias já que ele assessorava Wilson Fittipaldi Pai, nas transmissões automobilísticas.
E ouvindo a transmissão que vinha de Interlagos levava o que ocorria no autódromo a João Zanforlin que estava ao microfone. A surpresa foi a vitoria de Emerson Fittipaldi, em uma bateria e com a soma de outras baterias. Numa prova que o Sueco Rony Peterson andou fzendo besteiras na pistas, numa das quais contra Emerson.

Logo depois veio a surpreendente noticia da vitoria de Emerson no campeonato mundial de formula um em 1970 dos estados Unidos substituindo o corredor Suiço Joe Rid, que havia falecido uma semana antes em Monza, quando seu carro Lotus se espatifou em meios aos pés de eucaliptos ao redor da pista. A vitoria de Emerson deu o titulo pos morte ao corredor Suiço.

Emerson se destacava e o autódromo de Interlagos que já estava sendo cogitado para ser uma das pistas que receberia as provas de Formula Um. Eram necessárias algumas reformas, e em 1972 tivemos a primeira prova de Formula Um em Interlagos, mas não valendo pontos para o campeonato. Emerson estava dando um passeio na pista e tudo fazia crer que ele ia vencer logo de inicio das corridas no autódromo que ele tanto conhecia, mas seu Lótus, Preta dourada quebrou e Carlos Reutman da Argentina foi o vencedor. Mas Foi nesse mesmo ano que Emerson foi campeão do mundo pela primeira vez.
Mas em 1973 foi realizada a primeira prova de Formula um valendo pontos ao vencedor no autódromo de Interlagos, teve como vencedor Emerson Fittipaldi, e em segundo Jack Stuart, que foi o campeão desse ano.

Em 1974 Emerson, voltaria ser novamente campeão mundial de formula um.
Não sei porque o grande premio Brasil de Formula um foi para o autódromo de Jacarepaguá no Rio de Janeiro, e depois grande reforma do nosso autódromo e, a partir daí as provas de formula um ficou por aqui e acho que não sai mais.

 



Escrito por mlopomo.zip.net às 10h10
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ Ver arquivos anteriores ]