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Blog da Historia
 


 

                                            SANTANA

                      

                       O PONTO ALTO DA ZONA NORTE

                        

                       O RIO QUE NOS SEPARA, TAMBEM NOS UNE.

                                           (Leia as historias desse antigo bairro).



Escrito por mariolopomo às 20h48
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                                                        O comercio em Santana.

Os bairros localizados alem Tiete, às vezes os lotes cercados pelas inundações, mantiveram durante muito tempo o aspecto rural.Este isolamento fez com que essas regiões tivessem características próprias, os hábitos e arquitetura popular, ainda intacta em alguns pontos. Nas décadas 1940-50, Santana consolidou-se como bairro residencial e passou e passou a atrair uma população de classe media, que se fixou em áreas como Jardim São bento e Jardim São Paulo, ao redor de um núcleo central bem definido, onde se instalaram os estabelecimentos comerciais. Esse núcleo desenvolveu-se em torno da Rua Voluntários da Pátria

                                           Bar dos Pereira local de muita conversa, boas bebidas.

 

Palco do “footing” dos rapazes e moças, concentrando as opções de lazer, como os cinemas de outrora e os estabelecimentos tradicionais como o Bar do Justo, o Bar Aviação e a padaria Polar, em frente da qual havia um bebedouro para que os animais de passagem pudessem se refrescar, e as industrias como a Klabin paredes e papel, Hélios equipamentos de escritório e metalúrgica lá Fonte, esta localizada onde hoje se encontra a estação Santana do Metrô. Também as Ruas Alfredo Pujol, Dr. César tornaram –se importantes artérias comerciais.

Os nomes Voluntários da pátria remontam a época da guerra do Paraguai. Devido à superioridade numérica das forças Paraguaias, o governo brasileiro viu –se obrigado em 1865 a recrutar soldados voluntários entre a população, que foram recebidos com grandes homenagens ao final do conflito.



Escrito por mariolopomo às 20h45
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As regatas eram comum no Rio Tiete. Muitos torneios eram disputados. Sempre perto da ponte

das bandeiras, onde se localiza os clubes Tiete e Floresta.



Escrito por mariolopomo às 20h38
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                                                           Depoimentos:

- Eu trabalhei no empório, Chamado Forni, esse empório é na Rua esquina da Salete com a Rua Dr. César.Nesse empório, ele vendia secos e molhados e, o arroz de um saco custava naquele tempo 60 reis o kilo (...) e o de outro 80 reis o kilo e, de noite, ele passava o arroz do saco mais barato para o mais caro, a pessoa vinha comprar e achava “esse arroz é mais caro, e é melhor, é mais” limpo “no fundo, era o mesmo arroz. (Manoel da Encarnação Filho)”.

 

Foi nos Voluntários da Pátria que nasceu o comercio de Santana, com a travessa das Van, A Rua (Leite de Moraes) que continua até hoje se estendera depois da Avenida (Cruzeiro do Sul). As casas comerciais eram simples, de alvenaria comum, com duas ou três portas viradas para a rua, com mercearias, lojas de roupas, calçados, artigos para selaria para carroças puxadas a cavalo.

Isso foi acabando com o tempo. Santana era independente já tinha seu centro comercial que atendia toda a população Santanense e da zona norte.(Leonardo Placucci)

 

Meu pai enchia a malinha de mercadoria e saia por essas várzeas todas, Vila Guilherme, Carandiru...Como todo mascate.Ele tinha freguesia, mas não foi fácil porque não tinha condução. Então ele montou uma charrete e ia desbravando essas várzeas, que eram caminhos, e não eram ruas. (...) Com o tempo ele montou uma lojinha na Rua Voluntária da Pátria.Ai ele vendia de tudo, era roupa, louça, enxoval para as noivas...(Jamil Chamma)

 

Eu tingia fita (para maquina de escrever). Era muito interessante. A gente tinha um cochinho de tinta de duas cores e dentro desse cochinho tinha um ferro. As maquinas eram muito antigas com tinta preta e tinta vermelha.Você regula esse ferrinho bem encostado no cocho e, então, quando você ligava a maquina o cadarço branco dando um banho na fita enrolando a fita que estava tingida (Olímpia Figueira de Souza).

 

O único telefone da região dos Voluntários era o colégio São Salvador. O numero era 37 86 35. Isso não me sai da memória. Eu quando assumi o colégio e vi o telefone na minha mesa de trabalho, fiquei assustado, porque eu não tinha ambientação com esse tipo de comunicação. (Leonardo Placucci)



Escrito por mariolopomo às 20h33
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                                                          Os heróis de Santana

Vários esportistas de projeção nacional que se serviu de inspiração para varias gerações de esportistas brasileiros nasceram ou viveram em Santana. Quatro deles poderiam a contribuição de Santana ao esporte nacional.

 

Ayrton Sena descobriu sua paixão velocidade pilotando um Kart no quintal de sua casa em Santana e na pista do parque Anhembi, tornando-se um dos pilotos mais importantes da historia da formula um. Nascido no bairro em março de 1960, Ayrton estudou até a quarta serie do primeiro grau do colégio Santana. Seu avô foi proprietário de uma joalheria na Rua Alfredo Pujol.

Eder Jofre, ex-campeão de Box na categoria de peso galo morava no parque Peruche, bairro que na época não oferecia nenhuma infra-estrutura, por isso a família era obrigada a sair até Santana buscar mantimentos. Depois de treinar na academia de Box de seu pai, que ficava na avenida São João, eu ainda freqüentava a subida dos Voluntários da pátria. A rua era toda iluminada, quando chegava ao parque Peruche o caminho se transformava numa mata escura onde tínhamos que andar tateando. “As pessoas se assustavam quando esbarravam em outro que circulavam por ali” Eder Jofre, em Santana, (Sua historia e suas historias Ricardo Voltone).Senac 1996.

Maria Lenk, nadadora, participou dos jogos olímpicos de Berlin, em 1936.

Moradora da Rua Carandiru, durante toda a sua infância,

Treinava no Rio Tiete em 1935. Toda a preparação dos jogos de Berlin foi feita no nesse Rio. Para treinar ela pegava uma catraia (um pequeno barco e remo) e subia remando rio acima e voltava nadando, puxando o barco através uma corda presa à cintura. Segundo a nadadora ela teria batido o recorde mundial nado de peito na piscina do clube Tiete, mas o resultado não foi homologado devido a um problema de regulamento.

 

Maria Lenk, venceu por quatro vezes (1932, 33,34 e 35) a travessia de São Paulo a nado, prova da tradicional no ultimo domingo do ano na década de 1920 a 1930, entre a Vila Maria e a Ponte Grande.



Escrito por mariolopomo às 20h29
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depoimentos

Tinha um cara que fazia esporte logo no começo da TV Record, o Sete Belo morava no Mandaqui, era um personagem do bairro, ele era artista, você via ele na televisão e de repente ele estava perto da sua casa. Foi quando saiu a Lambretta, e ele tinha uma e andava, com a bengala e roupa preta.(Fernando Francisco)

 

Chico Landi nasceu em 14 de Julho 1907 onde se encontra o banco do Brasil, na rua Voluntários da Pátria. Foi o pioneiro do Brasil na formula um, onde competiu entre 1951 e 1956.

Fotos Chico Landi com sua masserate

Ayrton Senna em visita a escola Aldo Baruncelli. No clube tiete, (acervo clube de regatas tiete.).

Maria Lenk, acervo clube de regatas Tiete Eder Jofre treinando nos anos 1960(arquivo A Gazeta Esportiva).

O grande premio de formula um era bem diferente da de hoje, nesta foto pode-se ver a masseratti de Chico Landi.



Escrito por mariolopomo às 20h20
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                                                Mirante de Santana

O mirante de Santana desde 1945, quando foi fundado pelas informações instituto nacional de meteorologia, a estação do mirante de Santana tem mantido em seus arquivos o clima da região. Foi um ponto estratégico durante a revolução de 1932, pois era utilizado como base da artilharia antiaérea que combatia os aviões das tropas federais, os chamados “vermelhinhos” que se aproximavam pela serra da Mantiqueira. Alem da sua função cientifica, o mirante abrigava, durante o dia, famílias que iam fazer pic nic e desfrutar da vista da cidade no gramado em volta da estação e, à noite, casais de namorados.

 

                                       Padre Landell de Moura

 

O padre Landéll de Moura foi um dos precursores das tele comunicações do mundo ao transmitir pela primeira vês o som da vos humana sem o uso de fio, em 1894 hoje, muitos admitem que suas descobertas foram tão importantes que seria ele o verdadeiro pai do radio, e não o italiano Marconi. Sem apoio no Brasil, em 1910, viajou para os estados Unidos para registrar alguns dos inventos, como o transmissor de ondas, o telegrafo sem fio e o telefone sem fio. Alem disso, inventou a válvula com três eletrodos, peça fundamental pára o desenvolvimento da radio difusão. Infelizmente a igreja lhe chamou de bruxo, que falava com fantasma, impedindo que ele fosse realmente o pai das transmissões.



Escrito por mariolopomo às 20h15
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                                             ANGAR  DO CAMPO DE MARTE

 

...E chegando aos céus. O mais antigo e tradicional centro aviatório de São Paulo. Pertencia a fazenda de Santana e é hoje ocupado pelo Campo de Marte. Nele, em 1918, foi criado a escola de aviação da força publica e, em 1931 aeroclube de São Paulo, pouco antes, da primeira utilização no Brasil, do avião como arma de guerra, durante a revolução constitucionalissima de 1932. Bombardeada durante a revolução pelos aviões do governo federal, o campo foi campo de resistência dos paulistas contra a ditadura. Aeronaves da capital partiam dali para atacar as bases inimigas, destruindo uma esquadria de aparelhos estacionados em Mogi Mirim e investindo contra navios que bloqueavam o porto de Santos. Apos a revolução, a União tomou posse do Campo de Marte, começando a operar na área o regimento de aviação militar do exercito nacional. Foi do campo de Marte que saíram aviadores como o tenente Negrão, que integrou a tripulação do avião “Jhaú”, de Ribeiro de Barros, que realizou a primeira travessia do atlântico sul.

                                                     

Depoimentos

Na minha infância, eu trabalhei puxando carrocinha (resistência) O Campo de Marte, naquele tempo, era um mastaréu danado. (resistência) Eu trabalhei no aterro do campo da viação.

Em 1928, as gôndolas dos animais iam pegar terra na Alfredo Pujol, desciam a Salete, entravam pela doutor César, e iam sair no Campo de Aviação e despejavam a terra.

 

O Campo de Marte era um brejo danado, tinha “barriga de velho” e era perigoso.

(Manoel da Encarnação Filho)



Escrito por mariolopomo às 19h55
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No armazém do meu pai era em frente ao pronto socorro de Santana tinha ampares de dois pilotos famosos, um era do Pedroso e outro do Camargo. O Pedroso era meio maluco.Um belo dia caiu o avião dele lá na Santos Dumont, ali foi no fundo do prédio onde é hoje a universidade Santana, ali tinha um córrego que ia para o Tiete. Ele caiu e nos corremos para ajudar, ele ficou louco da vida:- “Tira a mão daí, Não quero que ninguém mexa aqui!” (Enzo Bertoline).

 

Em 1932, teve a guerra com o Rio de Janeiro e todo sábado vinha um aviãozinho vermelho de lá. A gente já sabia, toda tarde eles vinham bombardear aqui. Eles soltaram uma bomba (que não explodiu) pegaram essa bomba, levaram para o quartel general e a bomba estourou lá, e lá era material de arsenal bélico.(...) Aqui de Santana se escutava as bombas estourarem. Eles soltavam as bombas no campo de aviação, Mas não encontravam apoio e não estouravam.O grupo de Santana ficou cheio de soldados que vieram do norte e eu vendia picolés para ele, aproveitava, né? (Manoel da Encarnação Filho)

 

Nos todos morávamos próximo ao local onde está a estação do metro, meu pai costumava ir empurrando os aviões pela rua e a reformar em casa. Ele era famoso por isso (Heitor Pagotto)



Escrito por mariolopomo às 19h49
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“Aviadores da dictaduta que se negavam a bombardear São Paulo. Pessoa recém-chegado da capital federal narra que cinco entre os melhores aviadores da dictadura, receberam ordens para uma incursão sobre São Paulo, incursão essa que deveria terminar com o bombardeio no Campo de Marte e, outros sectores, negaram peremptoriamente, dizendo:

- Jamais bombardearemos São Paulo e ainda menos o Campo de marte dos nossos colegas paulistas. “Dos cinco distinctos aviadores receberam, momentos depois vos de prisão. (Folha da Manhã 3 de Agosto de 1932)



Escrito por mariolopomo às 19h47
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                                                 “Cara dura” era o bonde”.

Durante muito tempo, os bondes eram puxados a burros ajudaram a diminuir o isolamento de Santana, permitindo que, através de uma das linhas mais extensas de São Paulo (Liberdade-Ponte Grande), seus moradores atingi-se a cidade. Em 1904 os bondes eram elétricos passaram a servia a Ponte Grande, e o transporte para alem Tiete, ainda eram feitos por bondes antigos, puxados por dois animais.     Com isso, os moradores eram obrigados a fazer uma baldeação da Ponte Grande. Apenas em 1908, os bondes elétricos chegaram ao bairro, com seu ponto final, inicialmente, na Rua Duarte de Azevedo e, mais tarde, graças à ingerência das irmãs de São José, próximo ao colégio de Santana. Nessa época, os bondes dividiam com tropas e carros de boi o espaço da Rua Voluntários da Pátria, ainda com construções de pau a pique seus quintais, delimitados por cercas toscas de bambu.Um ou outro lampião ajudava a diminuir a escuridão. Durante o dia o horário dos bondes coincidia com o horário do colégio Santana.

                                                        

                                                   Depoimentos

Havia dois tipos de bonde. O bonde grande e o reboque. O reboque era mais barato, muita gente ao invés de ir no estribo, preferia ir no reboque (...) Aqui nunca teve bonde camarão (Maria da Penha Bitencourt) A Gazeta de Santana.



Escrito por mariolopomo às 19h35
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                                                         O BAILARINO

ESTE ERA O Motorneiro, Augusto Barbosa.Matricula 1877, mais conhecido como o bailarino. Você vinha vindo, Bailarino parava o bonde você dava uma corrida ele dizia: - “não corra, você cai e se machuca. Por favor, venha!”. Ele parava o bonde e você subia. Quando tinha uma senhora para subir, ou com uma criança, ele dizia “- por favor, alguém ajuda essa senhora a subir”. Ele era um homem super querido no bairro de Santana. (Olímpia Figueira de Souza)



Escrito por mariolopomo às 19h33
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Augusto Barbosa, motormeiro de bonde. Matricula 1877, era mais conhecido

 como Bailarino  foi alvo de uma reportagem do jornal da tarde.



Escrito por mariolopomo às 19h33
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Depoimentos

 

No bonde as mulheres andavam de chapéu e luvas, com sapato de salto Luiz XV. Era tudo muito chique. Não se podia entrar no bonde que sempre havia um lugar, era sempre aquela gentileza... Quando nos subíamos os homens tiravam o chapéu e ficavam no estribo nos íamos sentada (Izaura Marques Epiffer)

 

 

Quando eu era moleque, a gente viajava no estribo do bonde, mas quando vinha uma pessoa de idade, uma senhora, se a gente estava sentada; a gente pisava no estribo e, dava o lugar (...) Os idosos, naquele tempo, eram bem respeitados. (Manoel da Encarnação)

 

Quando a população aumentou o bonde começou a ficar mais cheio (...) quebrava o bonde, nos íamos a pé até o largo de São Bento, porque não tinha outra condução (Olímpia Figueira de Souza)

                                                                 

 

Conheci a doutor César quando era terra, no tempo da Lusitana em que todo mundo dizia “O Mundo Gira e a Lusitana Roda”. Naquele tempo a Lusitana era puxado a burro, não era motorizado (...) Depois é que asfaltaram um pedaço da calçada e depois puseram paralelepípedos. (Manoel da Encarnação)



Escrito por mariolopomo às 19h29
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                                                              Maria Fumaça

                                                       Do trenzinho ao Metrô

Um trem de dimensões “Liliputianas” segundo Caio Prado Junior, um “bonde a vapor” seja qual for à denominação, o Tranway Cantareira uniu definitivamente Santana ao centro da cidade. Com estação inicial na Rua João Theodoro, a linha que dividia o Areal em dois ramais, Cantareira e Guarulhos, construída no final do século XIX para o transporte de materiais utilizados na obras do sistema de abastecimento de água da cidade. Rapidamente a linha tornou-se o único meio de acesso para os trabalhadores em famílias que se fixaram ao longo da via. Sem ser o transporte coletivo sua finalidade, o trenzinho desenvolveu um papel importante para a zona norte até que,

A concorrência das linhas de ônibus trouxe constantes prejuízos, a linha acabou sendo desativada com o ultimo trem circulando 10 de novembro de 1964. Mesmo com o trenzinho já em 1928 era sugerido pela transformação da Cantareira e um tipo de linha metropolitana eletrificada. A idéia do metrô foi estudada há muito tempo, com varias opções de trajeto. A construção foi finalmente iniciada em 5 de julho de 1969 e no final da administração de Faria Lima na avenida Cruzeiro do Sul, mudando Santana para sempre. A viagem era feita por (no trenzinho) um amontoado de gente pendurado inclusive no balaústre. O trem soltava fumaça e queimava a roupa da gente (Leonardo Placutti)

 

este o trenzinho que inspirou Adoniran Barbosa a fazer a musica trem das onze.

 

(Para ver esta historia completa clique nas datas 23 a 29 / 12 /2007.

Você vai ainda ver o acidente do Maria Fumaça esmagando

um onibus, no cruzamento da linha ferrea).



Escrito por mariolopomo às 19h21
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Eu Morava em frente ao portão da penitenciaria. A nossa casa tinha uma mureta e às vezes no domingo à tarde a gente sentava ali só para ver o trenzinho passar.Quando as pessoas abanavam a mão, era u m divertimento porque tinha muito pic nic na vila Galvão. Os trens passavam com faixas, cheio de gente. (Olímpia Figueira de Souza)

 

Mesmo com a ponte das bandeiras quando você ia pegar um táxi na cidade e falava para o motorista que ia para Santana ele xingava a família toda ate a quarta geração, porque ele ia perder uma hora, uma hora e meia para chegar aqui. (Enzo Bertolini)

 

Meu pai foi condutor de bonde também. Ele falava do bailarino e de um outro motorneiro que corria muito. Então, puseram o apelido de Gualicho, que era o nome de um cavalo que corria no Jóquei.(Fernando Francisco)



Escrito por mariolopomo às 19h19
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Foto acidente de um ônibus com o trem chamado de Maria Fumaça em 1944. (arquivo a gazeta da zona norte)



Escrito por mariolopomo às 19h17
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Ao retornar da guerra, o expedicionário Souza trabalhou como motorista de táxi na foto próximo a estação da luz. 1950.(coleção Olímpia Figueira de Souza)



Escrito por mariolopomo às 19h14
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                                                             Várzea de Verdade

 

Por volta do inicio do século, varias agremiações esportivas foram fundadas próximo à ponte das Bandeiras. A margem do rio, com recantos agradáveis de passeios para pedestres, ofereciam a possibilidade para a pratica de esportes náuticos, gerando uma tradição de competições do rio Tiete, como a travessia de São Paulo a nado a primeira realizada em 1924 e as regatas de remo.

Já o futebol, difundido na cidade pelos ingleses do clube São Paulo, na margem esquerda do rio Tiete, acabou encontrando solo fértil nas várzeas da margem direita. Dezenas de campos, instalados entre as construções da Alfredo Pujol ou ocupando áreas maiores nos descampados do Campo de Marte e eram freqüentados pelos rapazes. Na década de 1960, os caminhões com as equipes cruzavam os bairros nos finais de semana. Times como os Milionários de Santana, o Elite e o Bangu, esses últimos futebol de salão, deixaram suas marcas no futebol brasileiro, ao revelar Baltazar, o “cabecinha de ouro” do Corinthians e da seleção brasileira e formando uma nova geração de craques. O futebol era tão importante que era sentido no ar. Aos domingos era possível escutar nas ruas a narração das partidas, acompanhado dos rádios domésticos.

 

Ao encerrar essa pesquisa, fiquei abismado com o volume de historias que Santana mostrou, e o carinho de seus moradores com a memória afiada, sobre o bairro.

Fonte. A Gazeta da Zona Norte.

Jornal Folha da Manha do dia 3 de Agosto de 1932.

Trechos de A Gazeta esportiva dos anos 1960.

Jornal O Estado de São Paulo.

E Arquivo da Secretaria do Estado e Cultura.



Escrito por mariolopomo às 19h07
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