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Blog da Historia
 


O CASTELINHO DA RUA APA


"O Castelinho, construído em 1912 e situado na rua Apa nº 236, esquina com a avenida São João, mesmo detonado, é um marco da paisagem da igualmente detonada da Av. São João, bem no trecho em que é sufocada pelo minhocão. Foi outrora o palácio de uma rica e tradicional família da cidade, e cenário de um crime chocante até hoje não esclarecido. Nele habitavam Maria Cândida Reis e seus filhos, Armando e Álvaro. Conhecidos, conceituados, milionários. No dia 12 de maio de 1937, os corpos de mãe e filhos são encontrados no interior do imóvel. Haviam sido mortos a tiros.O caso rendeu manchetes durante vários dias nos principais jornais de São Paulo: Quem matou a família Guimarães dos Reis? - o mistério eletrizava apopulação da cidade.Segundo a versão da polícia, o boêmio Álvaro tinha a idéia de transformar o Cine Broadway, de propriedade da família, em ringue de patinação. Seu irmão, o advogado Armando, era contra. Teria havido uma discussão. Um dos irmãos saca uma arma e dispara contra o outro. A mãe, ao ver a briga, corre para se interpor entre os dois, mas também é atingida. O atirador, desesperado, resolve dar fim à própria vida. A polícia nunca descobriu qual dos irmãos seria o assassino. A população nunca se convenceu da história dos policiais."
É uma história de glamour e sangue que abalou a aristocracia paulistana na noite de 12 de maio de 1937. Três membros de uma das mais abastadas e tradicionais famílias, os Reis, foram encontrados mortos em circunstâncias misteriosas. O cenário do crime: o interior de um castelinho localizado na Rua Apa com a Avenida São João no centro de São Paulo. O imóvel é uma réplica de um castelo medieval, projetado e construído por arquitetos franceses no


Na foto abaixo
os corpos de Alvaro e Armando,
acima dona Candinha tambam jaz
vitima da incuria de um dos filhos



século passado. As vítimas: os advogados Álvaro e Armando Cézar dos Reis e a mãe deles, Maria Cândida Guimarães dos Reis, a "dona Candinha". Eles foram encontrados mortos a tiros por uma empregada que morava numa casa anexa ao castelinho e foi atraída para o imóvel principal pelo barulho dos disparos.



Uma pistola automática Parabellum, calibre 9 milímetros, foi encontrada ao lado dos
corpos dos dois irmãos. Até hoje, passados 71 anos, o caso, que ficou conhecido como "O Crime do Castelinho da Rua Apa", permanece misterioso. Teria sido um duplo homicídio seguido de suicídio ou um triplo homicídio? A Polícia Técnica e os legistas do Serviço Médico-Legal de São Paulo apresentaram laudos contraditórios sobre a autoria dos crimes. A Polícia Técnica apontou Álvaro Cézar dos Reis, o filho mais velho de "dona Candinha" como o autor dos crimes. Segundo os peritos, Álvaro teria assassinado


a mãe e o irmão Armando Reis e depois se suicidado com dois tiros no coração. Os médicos-legistas disseram o contrário: o autor seria Armando Reis, o filho mais novo de "Dona Candinha". Ele é que teria assassinado a mãe, o irmão e depois se matado. Para comprovar, afirmaram ter encontrado resíduo de pólvora na mão dele, indicando que Armando manuseou a arma. A polícia encampou a interpretação dos peritos. Dois dias depois do encontro dos corpos, os policiais afirmaram que o caso estava esclarecido e que Álvaro Reis era o autor dos crimes. Para respaldar esta conclusão, os policiais argüiram que Álvaro era considerado meio irresponsável, playboy, e aventureiro e estaria tentando construir um rinque de patinação em São Paulo, numa área onde funcionava um cinema pertencente a eles, que poderia trazer prejuízos para os bens da família. Armando seria contra o empreendimento. Por isso os dois irmãos viviam discutindo, inclusive publicamente. A Procuradoria do Estado, dois dias depois do crime, entrou com um pedido na Justiça Federal de São Paulo reivindicando a posse dos bens da família Reis a favor da União. A alegação: as vítimas não tinham deixado herdeiros diretos. A polícia afirmou a princípio que "Dona Candinha" fora assassinada com três tiros. Mais tarde, ficou confirmado que ela morreu em conseqüência de quatro tiros, um dos quais pelas costas. Dois projéteis retirados do corpo dela eram de um calibre diferente ao da pistola automática Parabellum. A segunda arma nunca foi encontrada. O fato poderia indicar que poderia ter havido uma quarta pessoa na cena do crime: o verdadeiro assassino que, também, nunca foi identificado. Por conta destas contradições surgiram grupos a favor e contra a inocência de Álvaro. Um de seus defensores foi uma socialite da época, Cândida Cunha Bueno, conhecida por "Baby" Cunha Bueno, namorada de Álvaro. Ela era uma mulher liberal, culta e à frente de seu tempo. "Baby" sempre defendeu a inocência dele. A partir da morte de Álvaro, "Baby" passou 51 anos consecutivos colocando flores no túmulo do ex-namorado no cemitério da Consolação em São Paulo, sempre nos dias 12 de cada mês - ele foi encontrado morto no dia 12 maio de 1937 . O ritual durou até 1988, ano em "Baby" morreu aos 97 anos. Um parente paga até hoje a uma floricultura para deixar flores no túmulo todo dia 12. " * (Jornal A Gazeta, de 13 / 05 /1937)


O Castelinho nos dias de hoje totalmente deteriorado. É um patrimonio publico mal cuidado, Chegou a esse estado, Como diz Boris Casoy "Isso é uma vergonha"
Alvaro o Play Boy, queria trasformar o cine Broadway, em rink de patinação.




fotos site do site http://www.globo.com/

Alvaro tinha a patinação como seu hoby. Segundo pessoas da época ele patinava por toda a Avenida São João. Era um exibicionista.





Armando. Advogado cidadão pacato
não foi a favor de transformar o cine
Broadway num rink de patinação









Maria Candida Reis (dona Candinha)
Foi contra a ideia do filho e disse que
não daria o dinheiro para tal empreitada.
Talves dai veio a raiva.


Escrito por mariolopomo às 22h46
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A escritora Ana Maria Lisbôa Mortari, Que assina textos para o site www.saopaulominhacidade.com.br. Costumava passar pelo Castelinho quando pequena. Sua decepção foi muito grande, quando adulta viu o estado lastimavel em que ele ficou. Dai escreveu toda sua indignação, no texto que vai abaixo.
 
"Quando pequena, eu caminhava de mãos dadas com minha mãe a caminho de uma conhecida tricoteira do bairro de Santa Cecília, chamada Dona Aretusa, e costumávamos passar em frente de um castelo, igualzinho àqueles que eu via nos contos de fada.Na época, muitas vezes parávamos na frente para observar melhor, pois eu ficava encantada com aquela construção, apesar de seu aspecto tétrico, num misto de mágico e encantador que provocava arrepios aos que por ali passavam.Isso não me impedia de querer conhecer a sua história, de entrar e sentir o clima interior que, para mim, se mesclava às histórias de castelos e fadas que minha avó sempre me contava.Foi assim que certo dia minha curiosidade despertou para aquele castelo, que sempre esteve fechado e onde nunca se via ninguém.Foi nesse dia que mamãe me contou que aquele lindo castelo fora outrora o palácio onde morou uma rica e tradicional família de conceituados milionários da cidade. Porém, uma fatalidade o havia transformado em palco de um dos crimes mais famosos de São Paulo, na década de 1930.A mansão foi construída entre 1912 e 1917, por um arquiteto francês, trazido diretamente de Paris, para executar essa inusitada réplica de um castelo medieval francês, com seus vitrais pintados por renomados pintores da época e seus tapetes todos indianos.Uma escadaria de mármore importado subia para o primeiro andar da mansão.Pelas características de sua construção, tornou-se imediatamente conhecida como o Castelinho da Rua Apa, situado no nº. 236, esquina com Avenida São João, bairro de Santa Cecília, em São Paulo.Ali morava Dona Maria Cândida Guimarães Reis, de 73 anos – Dona Candinha - dedicada à prática religiosa e viúva há dois meses do médico Vicente César dos Reis e seus dois filhos: Armando César dos Reis, um tipo bastante discreto e pacato, de 43 anos e Álvaro Reis desportista, de 45 anos, sempre cercado de belas mulheres, playboy excêntrico, arrojado e boêmio, com manias de patinar pela Avenida São João inteira e de fazer malabarismos em cima de uma motocicleta, a primeira que apareceu na Paulicéia, além de viver se exibindo para as mulheres da alta sociedade local.Apesar de ambos haverem se formado advogados no mesmo dia pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, eram tipos completamente diferentes como normalmente acontece com irmãos.Os jantares e as festas concorridíssimas levavam a burguesia paulistana todas as semanas ao castelo, pois estar nos badalados eventos do castelo era o que havia de mais chique na época, o que logo o transformou num marco da vida e da paisagem paulistana.A família também era proprietária do Cine Teatro Broadway, na Avenida São João, 566 - em frente ao Cine Ritz - inaugurado em 1934 com uma grande cúpula de cristal, onde em 1935 foi lançada a grande novidade do ar condicionado em São Paulo.A princípio ali apresentavam filmes da UFA, depois se especializaram em produções latino-americanas, principalmente os dramalhões mexicanos, alguns baseados em boleros do famoso Augustin Lara: Perdida, Hipócrita, Perversa, além de apresentações de astros e estrelas da época, nos chamados “Coquetéis Broadway”.Um dia, a grande cúpula de cristal rachou, provocando um grande ruído, e assustando os espectadores, talvez também pela mudança de temperatura provocada pelo ar condicionado.Pelas suas telas, rebolaram as rumbeiras Maria Antonieta Pons e sua tenaz rival, Ninon Sevilha, que esteve no 1º Festival Internacional de São Paulo em 1954, além do mexicano Tin-Tan, que tentou competir certa época com o cômico Cantinflas, mas perdeu parada.Ao retornar de uma viagem à Europa, Álvaro estava entusiasmado, com novos e arriscados projetos na cabeça: alimentava ambições grandiosas, de transformar o imóvel que estava arrendado para o luxuoso Cine Broadway na Avenida São João, 566, num grande centro de diversões, com rinque de patinação no gelo, que seria o primeiro do Brasil, coisa que Armando, por pensar mais modestamente, era contra, pois já havia um rinque de patinação na cidade, além de sua mãe negar-se a dar o dinheiro para o empreendimento. Aí começaram os desentendimentos, até que um dia, numa discussão mais acesa, os dois chegaram às vias de fato, apelando para as armas. A mãe correu para tentar separá-los, mas, os três morreram.Como? Escolha as versões apresentadas:Na noite de 12 de maio de 1937, dentro do castelinho até hoje existente, a cozinheira da família Elza Lengfelder, que morava no anexo da mansão, ao ouvir tiros no interior do castelinho, saiu às ruas para chamar um policial. Ao retornarem à casa, o policial viu os três corpos estendidos entre o escritório e a sala: dos irmãos Armando e Álvaro, e de sua mãe, Dona Candinha.Por tratar-se de gente muito importante na cidade, no dia seguinte "o crime da Rua Apa" ganhou as manchetes dos jornais e a polícia encontraria aí uma primeira pista para a sua versão do crime: os desentendimentos entre os irmãos levara Álvaro a matar Armando e a mãe de ambos para suicidar-se em seguida.Perto dos corpos foi encontrada uma pistola Mauser, calibre 9 mm, de fabricação alemã, registrada em nome de Álvaro, o que veio reforçar a hipótese da polícia.A circunstância que atrapalhava esta tese é que Álvaro fora morto com dois tiros, fato pouco comum no caso de suicídio e, em investigações posteriores, foram descobertas promissórias assinadas por Álvaro, que levaram a polícia a dar por concluído o caso, apontando-o definitivamente como o autor dos disparos.Amigos de Álvaro, no intuito de preservar sua imagem, encarregaram-se de uma versão mais amena: que ele teria empunhado a arma, talvez sem mesmo pretender usá-la contra Armando, porém a mãe apavorada, quando tentava separar os filhos, fizera-o acionar o gatilho, provocando também sua própria morte. Diante dessa tragédia, Álvaro não teria cogitado outra alternativa senão o suicídio.O caso de glamour e sangue da aristocracia paulistana rendeu manchetes durante vários dias nos principais jornais de São Paulo:Quem matou quem na família Guimarães dos Reis? - o mistério eletrizava a população da cidade.Segundo a versão da polícia, o boêmio e aventureiro Álvaro, com idéia de transformar o Cine Broadway, de propriedade da família, em rinque de patinação, discutiu com sua mãe, que não concordava em dar o dinheiro para o caro empreendimento, e com seu irmão, Armando, que também era contra, o que gerou um forte desentendimento... Um dos irmãos sacou uma arma e disparou contra o outro. A mãe, ao se dar conta do perigo, correu para se interpor entre os dois e também foi atingida. O atirador, desesperado, resolveu dar fim à própria vida.Uma das contradições é que disseram que Dona Candinha a princípio havia sido assassinada por dois tiros, e depois falaram ser três, sendo um pelas costas e dois deles de calibres diferentes da arma Parabellum, não mais de uma Mauser, apresentada no crime, o que incorreria numa quarta pessoa e talvez num tríplice assassinato. Porém, nunca foram encontradas nem a segunda arma nem a quarta pessoa.O Dr. Costa Júnior, advogado que estudou profundamente o caso, acha que Álvaro matou a mãe e o irmão a tiros, para suicidar-se em seguida.A polícia nunca descobriu qual dos irmãos seria o assassino e a população nunca se convenceu da história dos policiais.A polícia deu por encerrado o inquérito considerando Álvaro o culpado em virtude de se tratar de um tipo aventureiro, embora os legistas considerassem Armando, por haverem encontrado vestígios de pólvora em suas mãos, o que significaria que ele tinha manuseado a arma.Tempos depois o governo reivindicou a herança pela falta de herdeiros, de acordo com a nova legislação do ditador Getulio Vargas, que não reconhecia sobrinhos como herdeiros, apesar de atualmente apresentarem-se: Doreen Carré, Leda Kiehl e Jorge de Castro Kiehl... Por ser herança vacante, o imóvel passou a ser propriedade da União, assim como o Cine Broadway.O Cine Broadway foi demolido e hoje existe um prédio de apartamentos de militares no local.Porém, na época em que minha mãe me contou o caso, D. Maria Cândida Cunha Bueno, a Baby, uma mulher liberal, culta, muito a frente de sua época, namorada apaixonada do Álvaro desde seus tempos de juventude ainda vivia e ia religiosamente nos dias 12 de cada mês ao cemitério da Consolação para homenagear a memória do seu namorado, autor do crime para a polícia, e vítima para ela, de um crime batizado pelos jornais de "O crime do castelinho da Rua Apa".Pouco tempo antes de sua morte, no dia 23 de julho de 1988, ainda se via a velha senhora Maria Cândida Cunha Bueno - a Baby dos seus tempos de jovem - caminhar até o cemitério para homenagear a memória do seu querido, durante grande parte dos seus 97 anos.Ninguém sabe o que realmente aconteceu naquela noite, pois a polícia técnica e os legistas de São Paulo apresentaram laudos contraditórios.Depois da tragédia, desencadeou-se uma série de contos e de lendas de assombrações, inclusive dos vizinhos, afirmando terem começado a ver vultos na residência da família Reis, ouvirem gemidos, gargalhadas, choros e gritos de horror, objetos caindo, móveis mudando de lugar, apavorantes rangidos... Outras alegam passar mal ao entrar no local e desde o crime, dizem que ninguém conseguiu morar mais ali, pois seu endereço ficou ligado ao acontecimento trágico do passado, como cenário de um crime chocante até hoje não esclarecido.Essas histórias colocaram o castelinho no “Circuito do outro mundo” de "São Paulo além dos túmulos", juntamente com outros locais considerados mal assombrados.Mas para dona Baby, nenhuma das duas hipóteses correspondia aos fatos. Ela tinha certeza que Armando era o verdadeiro vilão da história e morreu defendendo a inocência de Álvaro.Levada para uma casa de repouso, devido a uma fratura na bacia, ocasionada por queda, ela pediu a um parente que continuasse a cuidar do túmulo de Álvaro, após a sua morte.Ela faleceu aos 97 anos, sem esquecer do seu grande amor da juventude, nem descuidar de seu túmulo, levando mensalmente flores, durante 51 anos.Eu passei por lá muitas vezes durante todos esses anos e nunca ouvi e nem vi nada, apenas a grande tristeza pela deterioração de um prédio histórico da nossa cidade.As agruras do Castelinho começaram com a construção do Minhocão (Elevado Costa e Silva) em 1971, que levou à desocupação do imóvel por seus inquilinos e o governo, seu proprietário, se desinteressou completamente pelo imóvel, levando-o à rápida e total deterioração em que se encontra.Lamentavelmente inúmeras iniciativas para tentar salvar o Castelinho até agora não tiveram sucesso. Existe até abaixo-assinado para tentar salva-lo no site: “http://www.PetitionOnline.com/castelin/petition.html” com o objetivo de evitar a destruição total, como aconteceu com outros edifícios importantes em São Paulo.Hoje, nas ruínas do Castelinho funciona a Associação de Mães do Brasil, entidade que tenta localizar crianças desaparecidas, mas que infelizmente não tem condições financeiras para a sua reforma. Uma época, chegaram a aventar de ali fazerem o Museu do Crime.Como o Castelinho é um patrimônio histórico da Cidade de São Paulo, acho que os governantes deveriam tomar uma providência para fazer seu tombamento e restauração. É a história de nossa cidade!"**
* Reportagem A Gazeta
** Texto de Ana Maria Lisboa Mortari.


Escrito por mariolopomo às 22h45
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Copa do Mundo 1958. 50 anos Depois.

Antes de o Brasil se tornar campeão do Mundo em 1958, teve que passar por duas grandes decepções. 1950 no Brasil, perdendo em pleno Maracanã, por 2 x 1. E, 1954 na Suiça. Perdendo feio nas oitavas de final por 4 x 2, da Hungria.
Mas em 1958, na Suecia a, coisa foi diferente. Veja como foi.
COPA DO MUNDO
BRASIL
24 de junho a 16 de julho
Na copa do mundo de 1950 realizada no Brasil, com sede no Rio de Janeiro, tudo estava preparado pera uma grande festa, que ao final foi uma grande decepção com a derrota na final para o Uruguai por 2 x 1;

Gol de Gigia para o Uruguai aos 36 minutos do segundo tempo, em 16 de julho de 1950, calava duzentas mil pessoas no maracanã. Uruguai campeão mundial, do IV campeonato, que foi disputado no Brasil.








 


 




Jair tentava de tudo no final
da partida, mas o goleiro
Maspoi defendeu.
Era o dia do uruguai.



 

 
 
 
Em1954, na Suíça, a seleção brasileira havia feito um tremendo papelão, perdendo de 4x2 para a Hungria nas oitavas de final. Alem de perderem o jogo, perderam também a cabeça. Quando, ao final da partida, alguém que acompanhava o selecionado brasileiro agrediu o arbitro da partida Arthur Elliz, acusado por todos os brasileiros que lá estavam como o responsável pela derrota do selecionado brasileiro.
Como os jogos eram transmitidos pelo radio, e com péssima qualidade de som, a gente acreditava em tudo que os cronistas diziam. Posteriormente com as imagens, passadas nos cinemas antes do inicio dos filmes, è que fomos perceber que, o que diziam os cronistas era tudo mentira. O Brasil, não foi roubado coisa alguma. Na verdade o selecionado brasileiro não tinha time, para ganhar da Hungria.
Houve muita confusão, logo após, o termino da partida. O zagueiro da seleção brasileira Pinheiro, já nos corredores, a caminho dos vestiários levou uma garrafada na cabeça do meia esquerda da seleção Húngara, Puskas, que não tinha participado da partida por estar machucado.


Gol de Baltasar, na sequencias das fotos. A bola passa pelo zagueiro e goleiro, do Mexico e Baltasar completa para a rede. 4 x 1 para o Brasil. Mas nas oitavas de final perdemos fei de 4 x 2 da poderoso seleção hungara.



Escrito por mariolopomo às 22h20
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Já em 1958, a historia começaria a mudar, O recém eleito presidente da CBD (confederação brasileira de futebol) João Havelange, que assumiu no lugar de Silvio Pacheco, chamou Paulo Machado de Carvalho para organizar os trabalhos para formar uma seleção a altura de bem representar o futebol brasileiro.
Paulo Machado de Carvalho, que já tinha feito parte das delegações anteriores sabia muito bem qual era o defeito dos brasileiros quando estavam em
grupo e em outros paises. Falta de educação, fugas do hotel, para participar de noitadas em boates ou casas suspeitas, coisa que logo que chegavam a um local queriam saber logo onde tinha. Outro detalhe. A falta de compostura nos hotéis chamava a atenção de quem tinha estado nesses locais. Muitos jogadores faziam suas necessidades fisiológicas nos lavatórios reservado a lavar o rosto.
Primeiro detalhe que Paulo de carvalho impôs. Primeiro vamos convocar homens de caráter e educação. A seguir os jogadores capacitados a jogar.
Uma comissão foi formada para coordenar os trabalhos. E essa comissão era formada por representantes da imprensa, Paulo Planet Buarque, Flavio Iazetti, Álvaro Paes Leme e Ari Silva, que tinham a missão de formar uma comissão técnica. Os componentes da Delegação foram: Dr. Paulo Machado de Carvalho (Chefe), Vicente Feola (Técnico), Carlos Nascimento (supervisor), José de Almeida Filho (Assessor Técnico), Dr. Hilton Gosling (Médico), Mario Trigo Loureiro (Dentista), Adolpho Ribeiro Marques (Tesoureiro), Professor João Carvalhais (Psicotécnico), Paulo Amaral (Preparador Físico), Mario Américo (Massagista), Francisco Assis Santos (Roupeiro).
Jogadores: Castilho, Dino Sani, Djalma Santos, Pelé, Dida, Vavá, Gilmar, Belini, Joel, Zito, Pepê, Garrincha, Zagalo, Mauro, Moacir, De Sordi, Nilton Santos, Orlando, Oréco, Mazzola, Zozimo e Didi.
Depois da convocação dos jogadores, que não teve muita critica, pois os melhores jogadores haviam sido escolhidos. Para não dizer que todos os cronistas estavam a favor. Wilson Brasil da radio nacional em seu programa bate bola, todas as tardes às 18 horas, que apresentava juntamente com Jaime Moreira Filho, Geraldo Tassinari, Edson França, e Hélio Prioli, criticava duramente o técnico Vicente Feola, por não ter convocado o jogador Luisinho do Corinthians. Já Mário Morais da radio bandeirantes e Geraldo Bretas da radio tupi eram totalmente contra a presença de Vicente Feola como técnico. Pedro Luiz, apesar das rusgas com Paulo Machado de Carvalho, não fazia muitas criticas a comissão tecnica em seu comentario diario depois da Vóz do Brasil, o comentario mais ouvido do radio paulista.

Já o comentarista Mário Moraes, achava que Feola estava mais para vendedor de pipocas do que para técnico de futebol. Geraldo Bretas na radio tupi fazia criticas pesadas contra o técnico Vicente Feola. Já na radio Record e na radio pan americana (a emissora dos esportes) tudo estava na mais prefeita ordem. Braga Junior, e Geraldo José de Almeida, defendiam o técnico e toda a comissão.
Os treinos começavam, vinham os amistosos e as criticas começavam a aparecer muitos achavam que a seleção era composta de muitos jovens e que o Brasil, estava na iminência de fazer outro papel feio. Wilson Brasil insistia na convocação de Luisinho. Passou quase todo tempo de treinos insistindo na convocação do meia direita do Corinthians. No penúltimo amistoso do Brasil contra o Paraguai no Pacaembu o selecionado brasileiro não passou de um empate de 0 x 0. E saiu do estádio sob estrondosa vaia do publico paulista. Antes de a seleção viajar para a Itália, onde faria dois amistosos antes do primeiro jogo da copa, arrumaram um amistoso contra o Corinthians. Acho que queriam mostrar para o Wilson Brasil, que a seleção não precisava de Luisinho, o jogo foi numa quarta feira à noite, havia muita expectativa do que o endiabrado Luisinho seria capas de fazer. O centro médio da seleção, Orlando Peçanha, preocupado com os dribles que poderia tomar, logo foi dizendo, se esse cara vier com graça pro meu lado, vou “meter a bota”, se for preciso acima da medalha! No dia do jogo nada de mal aconteceu para a seleção, Luisinho foi figura apagada no jogo, e a seleção goleou o Corinthians por 5 x 0 e ainda teve um pênalti perdido por Didi, que o goleiro Aldo defendeu. A nota triste do jogo foi à entrada dura do lateral esquerdo Ari Clemente no Pele, que quase o tirou da copa.
Mesmo machucado, Pele viajou com a delegação, Dr. Paulo de Carvalho apostou na sua recuperação mesmo que ela acontece-se depois da copa já iniciada, tal era a fé que ele tinha no jogador. No primeiro jogo o Brasil pegou a Áustria vencendo por 3 x 0 com dois gols de Mazzola e outro de Nilton Santos. Naquela época ao laterais não tinham ordem para avançar. Nilton Santos, desobedeceu, e mesmo com os gritos de Feola para não ir muito a frente, Nilton Santos foi, e marcou o segundo gol brasileiro.
Depois o Brasil empatou com a Inglaterra em 0 x 0, com o goleiro inglês Mac Donald pegando tudo o que tinha direito. No Domingo o Brasil jogaria com a Rússia, um time misterioso e que ninguém conhecia, por isso Didi driblou a segurança russa e, foi assistir o treino deles enrustido. Antes desse jogo aconteceu um problema, logo solucionado pelo chefe da delegação Paulo Machado de Carvalho. O centro avante Mazzola estava em tratativas com um empresário para ir jogar na Itália, logo que o fato chegou ao conhecimento do Dr. Paulo, Mazzola foi afastado não jogaria mais na copa, sendo substituído por Vava. 
Brasil e Rússia, (que na verdade, era União soviética) estavam prontos para o inicio do jogo, o Brasil tinha duas novidades, Pele e Garrincha iram estrear na seleção. O Brasil começou o jogo de forma avassaladora, logo aos dois minutos Vava abria o placar escorando um centro de Garrincha, que estava entortando os russos. Não tinha cinco minutos de jogo ainda e o goleiro russo Yachim estava mais suado, do que carregador de saco de arroz da Cantareira.
O Brasil se classificou para as quartas de final, e ia pegar pela frente o País de Gales. Por, estar machucado Vava foi substituido por Mazzola, tendo inclusive marcado um gol de bicicleta, que foi anulado pelo arbitro, julgando jogo perigoso.
A única preocupação para nosso time era o centro avante deles que tinha quase dois metros de altura, um jogo que todos os brasileiros tinham como barbada, e que acabou sendo o mais difícil, o 0 x 0 teimava emficar no placar, Geraldo José de Almeida, gritava a todos os pulmões pela radio pan americana, numa transmissão entre cortada, VAMOS MINHA GENTE ! Já na radio bandeirantes com som local, Pedro Luís e Edson Leite se revezavam numa transmissão mais discreta, esperando o momento exato para gritar o gol que estava maduro. Quase no fim do jogo Pele faz uma jogada magistral e marca um gol antológico, e o Brasil acabou ganhando com aquele magro 1 x 0. Na semifinal o Brasil jogaria com a França. Era o dia 24 de junho, dia de São João. Seria o melhor ataque que era o da França, com Just. Fontaine, Raimundo Kopa e Piantoni, contra a defesa menos vazada com Gilmar, Djalma Santos, Belini, Nilton Santos, Zito e Orlando. Mais uma vês, o Brasil começou arrasador marcando logo no inicio da partida com Vava, Mas a França empatou logo a seguir. Não demorou muito o Brasil passou a frente no marcador, com um gol “folha seca”. Ainda no primeiro tempo, o arbitro não tinha validado dois gols do Brasil. Um de Zagalo, que a bola bateu na parte de baixo do travessão e caiu uns, 50 cm dentro do gol, voltando para o campo de jogo, por causa do efeito, e anulou outro do Garrincha alegando impedimento. Geraldo José de Almeida voltava a berrar, na Pan Americana, ESTAMOS SENDO ROUBADOS!!! No intervalo do jogo saboreando o maravilhoso som da radio bandeirantes ouvíamos o comentarista Mário Moraes, num gesto de grandeza, retirar as palavras ásperas contra o técnico Vicente Feola, que ele proferira,antes da seleção viajar.
No segundo tempo o Brasil continuou mandando no jogo, acabando por fazer um placar histórico de 5 x 2.
Ai veio o jogo final contra a Suécia Era um domingo, dia 29 de junho, dia de São Pedro. Os donos da casa, que também tinham camisas amarelas, havia ganhado o sorteio para usá-las, não abria mão delas, nem como bons anfitriões.
Na ultima hora compraram camisas azuis, que Paulo Machado de Carvalho, que já estava tendo sérios problemas com jogadores por causa de saudades dos familiares, principalmente o goleiro Gilmar, que era o mais saudoso, mas tinham o doutor Paulo como um autentico pai.
Outro problema que tinha que dizer aos jogadores, era a cor da camisa, já que todos os jogos anteriores foram usadas a camisa amarela, e ela ia ser usada pelos Suecos.
Para não deixar os jogadores se influenciarem com esse detalhe. Doutor Paulo, disse aos jogadores. Meus filhos, vocês vão jogar com a camisa azul, a cor do manto sagrado de Nossa Senhora Aparecida. E vamos ser campeões. A ansiedade aqui no Brasil era muito grande. Só se falava no jogo final. Muitas promessas de presentes eram anunciados nos jornais pelas empresas fosse qualquer o resultado da partida, pois achavam que o Brasil já tinha ido bem longe. Quando todo mundo pensava que o time seria aquele que vinha jogando, surge uma substituição de ultima hora, Djalma Santos ia entrar no lugar de De Sordi. Jogando apenas uma partida Djalma Santos foi considerado o melhor lateral direito do campeonato mundial. 
No dia do jogo chovia a cântaros, como diziam os cronistas esportivos da época. E os Suecos mesmo sabendo que o campo pesado favorecia a eles, cobriram o gramado com lona retirando minutos antes da partida.
O jogo começou, com os Suecos marcando logo de cara, mestre Didi foi ate o fundo da rede pegou a bola e calmamente dirigiu-se ao meio de campo, imitando Obdulio Varela em 1950. Pelé com seus 17 anos erguia os braços como dizer a defesa brasileira ter calma.
Não demorou muito, para que o Brasil empatasse o jogo, Vava recebendo de Garrincha, só teve o trabalho de empurrar para as redes. 10 minutos depois veio à repetição do lance do primeiro gol, Garrincha centra e Vava completa para o gol, o Brasil já estava ganhando. No segundo tempo os Suecos praticamente assistiam o show de bola brasileiro. Ai surgiu Pele, para fazer todo mundo ficar de queixo caído.
Deu chapéus em dois Suecos antes de marcar o terceiro gol brasileiro. Geraldo José de Almeida, já estava mais do que emocionado na transmissão,
QUE BOLA, BOLA. OLHA LÁ, OLHA LÁ, OLHA LÁ, NO PLACAR !
Já na radio bandeirantes Edson Leite classificava o gol, COMO GOL COPA DO MUDO. 3 A 1, O BRASIL VENCE.
Depois Zagallo fez a lição de casa marcando o quarto gol, de bico. Quando parecia que os 4 x 2 seria o placar final, a bola bateu na cabeça do Pele e foi para o fundo das redes, marcando o quinto gol brasileiro. Finalmente o Brasil era o campeão do mundo. Agora sim podíamos dizer que éramos os melhores do mundo, pois ate então era só na conversa de botequim. Quando o jogo terminou, Edson Leite dizia. o maracanã se repete na Suécia. Dando a entender que a Suécia, repetia o Brasil em 1950 perdendo a copa em casa. A radio Pan Americana, de propriedade de Paulo Machadode Carvalho ficou a tarde toda transmitindo a, festa direto da Suécia com entrevistas de todo lado. Já a bandeirantes, com menos bala para gastar, encerrava a transmissão logo após o fim dos jogos.





Fim de jogo. Brasil campeão munddial de futebol, depois de 28 anos apoz o inicio da disputa da taça Julys Rimet. Garrinha, Nilton Santos e Gilmar, abraçam o garoto de 17 anos de idade, Pelé, que chorava apoz a partida. Minutos antes ele tinha marcado o quinto gol da seleção brasileira.


Escrito por mariolopomo às 22h08
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