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Blog da Historia
 


 

O INICIO E O FIM DE GETULIO VARGAS

Getulio Vargas vitorioso na revolução de 1930, a caminho do palacio do Catete, sede  do governo, no Rio de Janeiro, então distrito federal.



Escrito por mariolopomo às 09h50
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O cadete Getulio Vargas.
 
 
 
Julio Prestes de Albuquerque, o canddidato, apoiado pelo presidente Washington Luiz.

Foi governador de São Paulo, no Período de governo: 07/1927 - 05/1930

Nasceu em Itapetininga, São Paulo. Com a turma de 1906, formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Foi deputado estadual, sem interrupção de mandato, de 1909 até 1924. Durante o governo de Washington Luis foi líder da maioria na Câmara Estadual (Assembléia Legislativa). Passando a atuar na área federal, foi deputado federal de 1924 a 1927. Nesse ano foi eleito para assumir a presidência do estado (governador). Construiu a linha Mairinque-Santos, da Estrada de Ferro Sorocabana, e criou a Secretaria de Viação e Obras Públicas. Reorganizou o Instituto de Defesa Agrícola e Animal e realizou obras de aproveitamento da Represa de Santo Amaro para abastecimento de água da Capital. Promoveu a reforma judiciária do Estado.Afastouse do cargo para candidatar-se à Presidência da República. Foi eleito, mas a Revolução de 1930 impediu sua posse. Faleceu na cidade de São Paulo no ano de 1946.

O inicio de Getulio Vargas na política se deu em 1930 quando disputou a eleição com Julio Prestes de Albuquerque, (foto ao lado) paulista de Itapetininga. Nesta eleição Julio Prestes teve
1. 091.709 votos contra 737.000 de Getulio Vargas.
Getulio se sentiu roubado nessas eleições. Era um tempo que até os mortos votavam. Meu pai contava que votou duas vezes. A segunda foi na forçada.
Para dar mais força no propósito de Getulio ir a uma revolução para ver seu direito de rever o que tinha perdido. João Pessoa, que formava na chapa de Getulio como vice, foi assassinado em Recife, por João Dantas. (FOTO ABAIXO).
 
 
 

 

 

 



 
 
 
 
 
 
Na  verdade não se tratava de um crime político, e sim de ordem passional,(corpo na foto) O assassino, era João Dantas, membro de uma familia tradicional da Paraiba e cunhado do deputado federal João Suassuna. O crime prendia-se a questões familiares, mas naquele momento serviu para aglutinar a oposição. "João Pessoa vivo foi uma voz contra a revolução. Mas João Pessoa morto foi o verdadeiro articulador do movimento revolucionario" (palavra do historiador Barbosa Lima Sobrinho)
Então, esse fato foi aproveitado para desencadear a revolução, que eclodiu em 3 de Outubro daquele ano.


No dia 24 de outubro Washington Luiz (foto, dentro do carro) foi deposto pelos chefes das forças armadas. Uma junta militar toma posse para um governo provisório, e a 3 de Novembro Getulio Vargas toma posse como chefe do governo provisório.
Em 11 de Novembro é dissolvido o congresso nacional. Todos os governadores são destituídos, com exceção do de Minas Gerais. É criado o cargo de interventor federal nos estados. O Brasil é governado pelo presidente com todos os poderes sem uma constituição.






Getulio está a caminho de São Paulo, na cidade de Itararé (foto). Nesta cidade paulista limitrofe com o estado do Paraná, as forças revolucionarias que subiam do sul, sob o comando de Miguel Costa, viram-se diante de uma das maiores concentrações militares articuladas pelos governistas: 3.600 soldados da força publica de São Paulo, 1.600 do exercito e 1000 voluntarios, apoiados por aviões e quatro canhões. seu comandante era o coronel Pais de Andrade, que tinha a seu favor a posição logistica, já que a cidade que defendia ficava sobre um alto penhasco de granito escavado pelo rio Itararé. Do outro lado, porem, havia uma massacrante superioridade em efetivos e poder de fogo. Sob as ordens de Miguel Costa marchavam 7.800 homens apoiados por 18 canhões mais poderosos e mais modernos do que os dos governistas. Com seu QG em Sengés, proxima a Itararé, Costa articula o ataque dividindo suas forças em quatro destacamento. Após quase vinte dias de tensão e algumas escaramuças, as tropas de Miguel Costa dominam a fazenda Morungava (distante 8 Km de Itararé), onde haviam aquartelado os governistas, que recuam para a cidade. A essa altura, dia 24, parece imininente a destruição de Itararé. Prevendo um massacre, Pais de Andrade consulta seus superiores. "Defenda Itararé a todo transe", respondem-lhe. E, ele marca a tentativa desesperada para o meio dia, do dia seguinte, 25 de outubro.Logo pela manhã, porem, um emissario dos revolucionarios, portanto uma bandeira branca, pede para falar com Pais de Andrade. Traz um ultimato: exige rendição incondicional. Pais de Andrade recusa. O emissario argumenta que há fatos novos, vindo do Rio: o presidente Washington Luiz fora deposto no dia 24, não havendo mais razão para o confronto.
Incredulo, Pais de Andrade vai parlamentar com Miguel Costa em Sengés, onde se confirma a veracidade do informe. O país está sob o comando de uma junta governativa composta pelos ministros militares. Acabou a batalha de Itararé, que a partir desse desfecho ficou sendo conhecida como "a que não houve". Pela cidade disputada ferrenhamente durante 19 dias, passa um trenzinho conduzindo a viotoriosa comitiva de Vargas, que ruma ao Catete. Soldados e povo o aclamam.


Nesta foto da revista da semana, de 8 de Novembrode 1930, o novo presidente da republica senhor Getulio Vargas, posa na foto com o todo poderoso general Miguel Costa, a sua direita e o coronel Góes Monteiro de pé. Iniciava-se uma nova republica.
















Getulio na visão de sua filha e de um inimigo.
Em 1923, jovem provinciano, ele partiria sozinho para enfrentar a capital, com suas atrações e armadilhas sedutoras. Disseram dele uma vez: "Possui todas as qualidades e todas as qualidades e todos os defeitos peculiares ao homem gaúcho, controlados por um surpreendente autodomínio" O gaúcho das missões era um errante, um solitário, um don Quixote, sempre em busca de aventuras, de companhias eventuais e passageiras, que não prendessem muito, ou de um ideal impossível. Nesse ponto, papai foi fundamente gaúcho. (...) Arrancava de si próprio a energia necessária a realização de seus ideais
(Alzira Vargas)

O INIMIGO


“O senhor Getulio Vargas, nascido e criado numa vasta estância de criação em São Borja, em pleno território das missões (...) Os donos das estâncias são verdadeiros barões feudais, e seus trabalhadores, humildes servos sem vontade própria. (...) Não lhe foi difícil verificar o grau da sua ingenuidade e boa fé (...) mais tarde (...) não tardou a verificar que (...) o operário (...) e até muitos empregados do comercio não passam de edições ligeiramente melhoradas dos trabalhadores das estâncias” (Afonso Henriques)
Não contente com esse depoimento Afonso Henriques falava também do Soberano do,
ESTADO NOVO E PAI DOS POBRES.
“O grosso das manifestações de fidelidade ao Estado Novo repousa (...) nos estivadores e nos operários das fabricas de tecido Bangu. Os estivadores porque (...) estavam sujeitos a um rígido controle policial e ministerial. As carteiras profissionais eram apreendidas até a terminação da parada e só podiam trabalhar no dia seguinte se tivessem passado pelo visto do comparecimento.
Quanto aos operários de Bangu, todos conheciam o intimo grau de relações existentes entre seus patrões e o Estado Novo. Havia livro de ponto e punição para os faltosos.
Um verdadeiro comboio de caminhões se encarregava de trazê-los depois da “parada trabalhista espontânea”...No tocante aos trabalhadores das autarquias, a coisa era feita por intermédio de um alto funcionário (...) Os chefes das varias seções e divisões ficavam responsáveis pelo comparecimento de seus subordinados, os quais (...) eram fiscalizados. (...) Uma classe que (...) se portou com rebeldia contra essas farsas foi a dos empregados do comercio, justamente por não existirem nela analfabetos”
(Afonso Henriques)

A academia brasileira de letras e o ditador.
“Diziam-no maquiavélico, mas seu maquiavelismo nada tinha que ver com o de príncipe; antes era temperado pela sedução e bondade, sublinhado pelo “homem cordial” que o tornou sempre acolhedor, (...) Envolvente, sem deformação ou mistificação.
Aquele Getulio que nos havia recebido a mim e ao Menotti, mandando o continuo trazer “um café bem paulista” (...) e que perguntado por um jornalista sobre se teria muitos inimigos, respondeu que sim; Não tão inimigos, porem, que amanhã não pudessem ser amigos. O intelectual que substituiu Alcântara Machado na academia e que se sentava ao nosso lado esquecido do seu cargo de primeiro mandatário da Nação, como simples colega democraticamente. A ponto de Manuel Bandeira certa vez me haver dito que ele era um ”perfeito acadêmico”. (Cassiano Ricardo)

A luta por uma constituição
Dois anos depois de tomar posse como presidente e ditador, com uma constituição extinta por ele viu em 1932, um brado de alerta vindo de São Paulo. QUEREMOS UMA CONSTITUIÇÃO!

O partido democrático rompe com Getulio Vargas. Começa ai a luta pela tão sonhada constituição. No dia 25 de janeiro de 1932, cem mil pessoas fazem um comício na praça da Sé, reivindicando a convocação de uma assembléia constituinte e o restabelecimento da autonomia dos estados.
"É preciso defender a Constituição" bradam os paulistas.O recado veio atraves do poeta Ibraim Nobre. A quem de direito:"Senhor embaixador Pedro de Toledo. Estamos algemados e algemados dentro de uma senzala. E, V. Exia., Sr Pedro de Toledo, está preso conosco. V.Exia. deve sair e com estes homens vir a rua reivindicar a vossa liberdade. V.Exia., que está no fim da vida deve escolher: um simples epitáfio ou uma estátua".As concessões de Getulio não parecem confiáveis a ponto de acalmar os ânimos em São Paulo. Alega-se que o ditador só faz retardar a reconstitucionalização do país. Pior ainda é a repercussão da noticia de uma visita a São Paulo de Osvaldo Aranha, ministro da fazenda. teme-se que ele venha para impor um secretariado tenentista ao interventor Pedro de Toledo. Como conseqüência, a 22 de maio de 1932, dia da chegada de Osvaldo Aranha, enorme massa humana sai as ruas da capital paulista para expressar seu protesto. No dia seguinte, 23 de maio, o movimento cresce, com a adesão da Associação Comercial, que faz com que as casas de negocio fechem as suas portas. Pelo centro da cidade, como relata Aureliano Leite, multidões empunham bandeiras de São Paulo e do Brasil vagueavam desencontradamente, com gritos e hurras cívicos. (...) Oradores assomavam às janelas: Os paulistas não podem permitir a suprema afronta. (...) Os rapazes das academias, notadamente da faculdade de Direito, tiveram grande parte no estimulo das massas das ruas. Sucede-se os comícios, onde se destacam como oradores diversos estudantes e, em especial, Ibraim Nobre, que era promotor publico.
Em maio acontecem as primeiras vitimas da luta por uma constituinte. É no dia 23 de maio, que quatro jovens são mortos quatro estudantes na praça da republica, Martins, Miraguaia, Drausio e Camargo.A revolução eclodiu a nove de julho de 1932 e, São Paulo foi derrotado, mas valeu como advertência para que Getulio fosse a favor de que uma constituição fosse discutida em uma assembléia. Sendo promulgada em 1934, e em 17 de julho, Getulio é eleito para a presidência da republica, por essa constituinte. Em 1937 no dia 10 de novembro, Getulio da um golpe colocando as tropas cercando o congresso nacional que é dissolvido. Entrava em ação o Estado Novo, quando Getulio implanta uma nova constituição a “polaca” de inspiração fascista. Com o final da segunda guerra mundial, em maio de 1945, Getulio prevendo que o final de seu governo ditatorial estava por um fio, resolve tomar posições mais democráticas.Já havia decretado anistia para presos políticos inclusive para Luiz Carlos Prestes preso já há dez anos. Em 13 de agosto, lideres sindicais liderados por Hugo Borghi promovem a primeira manifestação “queremista” no Rio. “Queremos Getulio” gritavam em coro os manifestantes. No dia 29 de outubro: João Aberto é nomeado prefeito do distrito federal.Para ocupar a chefia de policia, Getulio escolhe seu irmão, Benjamim Vargas (“Bejo”), visto com maus olhos por setores militares, Na noite deste dia, os chefes das forças armadas depõem Getulio.Em 31 de outubro Getulio parte para o exílio em São Borja (RS) Fim da ditadura que perdurou por 15 anos. Dia 17 de novembro o partido comunista lança a candidatura de Yedo Fiúza a presidente. Já no dia 25 em São Borja Getulio lança um manifesto apoiando a candidatura do General Eurico Gaspar Dutra, virando o jogo eleitoral em apenas uma semana, que estava mais para a UDN, que tinha como candidato o Brigadeiro Eduardo Gomes. No dia 2 de dezembro: Realizam-se eleições para a presidência da republica e para o congresso nacional. Com 3.250 votos, Dutra é o novo presidente da republica. Eduardo Gomes recebeu 2.400 mil votos e Yedo Fiúza 600.000. Na câmara o PSD e o partido majoritário, com 151 cadeiras, seguido pela UDN, com 77. P PTB ficou co apenas 22 cadeiras e o PCB com 14. Outros partidos menores elegeram 30 representantes, num total de 294 deputados. Getulio é eleito deputado por nove estados e senador por dois.


Escrito por mariolopomo às 11h30
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Getulio, volta em 1950, pelo voto do povo

No seu exilio em sua fazenda no Rio Grande do Sul, Getulio estava tranqüilo, deitado em sua rede. Quase não recebendo visitas. Mesmo sendo eleito senador na constituinte de 1946, por vários estados. Seu reaparecimento na mídia, se deu por intermédio do repórter da radio Record, Murilo Antunes Alves, por ocasião do primeiro de maio de 1948, para dar numa declaração aos trabalhadores. Não foi fácil conseguir, Mas depois de muita insistência do repórter, ele falou: Trabalhadores do Brasil! Que vos posso dizer senão, que as leis sociais não foram revogadas, mas não estão sendo rigorosamente aplicadas(...) É preciso apenas viver para poder esperar. Venho trabalhadores, trazer-vos, com minha voz, a presença do ausente, porque senti em vossos corações a ausência dos presentes. Com a insistência do governador do estado de São Paulo Adhemar de Barros, Getulio voltou a se candidatar, cinco anos depois de deixar o poder como senhor absoluto do país. Getulio Vargas voltava a concorrer à presidência da republica participando do voto do povo nas urnas,,como havia feito em 1930 quando foi derrotado por Julio Prestes de Albuquerque. Governando por 15 anos consecutivos, e praticando um governo populista, com leis que beneficiaram os trabalhadores, dando o direito ao voto a mulher ele era sem duvida o maior favorito na segunda eleição, apoz redemocratização em 1946.




A campanha estava nas ruas.
E no dia 3 de outubro de 1950 foi eleito, com três milhões e oitocentos mil votos, tomou posse em Janeiro de 1951. Não teve sossego um só dia, pois a oposição estava de olho em todos os seus passos. Alem da UDN, que era o partido de oposição, tinha também um de seus membros que era o Jornalista Carlos Lacerda. Através desse jornalista vinha as duras criticas contra Getulio, que não tinha a simpatia da imprensa e não noticiava nada que vinha do palácio do catete. Daí surgiu o jornal Ultima Hora, para lhe dar respaldo, junto ao povo, para se saber o que o governo estava fazendo. Daí surgiu outro problema, que deu até CPI, pois o banco do Brasil tinha financiado o jornal.Foram dois anos e meio de governo, quando em agosto de 1954 logo em seu inicio surge um grande problema. O assassinato de o capitão da aeronáutica, que fazia a segurança de Carlos Lacerda que atacava duramente o presidente. Numa de suas palestras dia quatro de agosto, já entrando pela madrugada do dia 5. Carlos Lacerda, com seu filho Sergio, voltava pra casa na companhia do capitão. Pistoleiros escondidos na praça em frente atiraram em Lacerda, ferindo-o na cocha e acertando vários tiros no capitão Ruben Florentino Vaz que faleceu na hora.Na hora a culpa veio pra cima do presidente como mandante por intermédio dos opositores. Uma investigação minuciosa chegou aos autores do crime. Alcino, Climério, e mais alguns faziam parte da quadrilha, que apontou Gregório Fortunato, como mandante do atentado.Pronto começou ai o martírio do presidente Getulio Vargas que durou exatamente vinte dias. No dia 23 de agosto de 1954, o presidente Getulio reuniu seu ministério para tentar por fim a grave crise política que assolava o pais. Crise essa iniciada pelo jornalista Carlos Lacerda, feros adversário do presidente. Essa adversidade já vinha de quase 4 anis antes quando Getulio Vargas foi eleito democraticamente nas urnas. Antes de Getulio tomar posse O jornalista Carlos Lacerda colocava na primeira pagina de seu jornal A TRIBUNA DA IMPRESSA, os seguintes dizeres. “O senhor Getulio Vargas, senador. Não deve ser candidato a presidência. Candidato não deve ser eleito. Eleito. Não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer a uma revolução para impedi-lo de governar. Outras afirmações foram escritas, ditas e repetidas, em seu jornal e nas palestras que o grande orador Lacerda fazia nas universidades, sempre na luta contra Getulio. De tanto massificar essa idéia ele foi cultivando um ódio muito grande das torcidas políticas. UDN x PTB.



Até que no dia 4 de agosto Carlos Lacerda foi fazer uma palestra a essa altura já com segurança e essa segurança estava sendo feita (mesmo sem alarde) pelo major da aeronáutica Rubem Florentino Vaz. Na volta para casa, já na madrugada de 5 de agosto, estando a porta do edifício que morava Carlos Lacerda (rua Tonelero,181- RJ).Vários tiros disparados por pistoleiros em Carlos Lacerda (foto)o, atingiram na cocha, outros no peito do Major, vindo a falecer. Não é preciso dizer que a culpa foi colocado nas costas do presidente Getulio Vargas. Uma investigação feita pela policia civil e pela aeronáutica chegou ao mandante da "proeza".
 
 
 
 
 
 
 
 

Na mais nada menos que o chefe da segurança de Getulio, Gregório Fortunato, (foto). Ai o mundo caiu. Quando Getulio soube dessa noticia, soltou sua indignação: "Esse tiro foi uma punhalada, em minhas costas". Nesse dia 23 em plena reunião ministerial, havia uma forte tensão. Para essa reunião, Tancredo Neves perguntou a Getulio como orientaria os trabalhos. Getulio respondeu:-Vamos ouvir o que tem a dizer os ministros militares, depois tomaremos uma decisão. E sorrindo ofereceu sua caneta a Tancredo. Guarde como recordação dos dias tumultuosos que temos vivido.Não se preocupe tudo vai acabar bem. Minutos depois os ministros da aeronáutica e da marinha chegavam com um ar derrotado, suas armas estão sublevadas. Zenobio da Costa (ministro da guerra) declarou que podia resistir mas que custaria muito sangue, pois 37 generais já haviam assinado o manifesto de solidariedade aos brigadeiros. Alzira Vargas (filha de Getulio) que excepcionalmente estava na sala interrompeu o ministro para declarar que, os assinantes do manifesto eram somente 13. Todos generais sem comando e por isso incapazes de se rebelar. Quanto a marinha completou, os navios estão tranqüilos, o que foi confirmado pelo almirante Guilhobel. Alzira completou seu relato dizendo que a aeronáutica por sua vez, tinha uma unidade de terra e no seu comando estava um oficial legalista. Essa intervenção de Alzira mudou os rumos da reunião, apesar do almirante Amaral Peixoto (seu marido ) e de José Américo, insistir na licença como solução conciliatória. A maioria dos presentes no entanto declarou-se dispostos a executar as ordens do presidente. O general Caiado de Castro referindo-se a iminência de golpe disse: Seria desastroso mais esse precedente contra o mecanismo constitucional do país. Osvaldo Aranha e Tancredo Neves, pediam o estado de sitio.Nessa altura os ânimos estavam exaltados, Zenobio da Costa retirou-se da reunião, pronto para por suas tropas na rua e prender os rebeldes. Getulio Vargas que até então ouvira todos num absoluto silencio, tomou a suprema decisão, e para evitar uma guerra civil, disse: Como os senhores não encontraram uma solução, eu tenho a minha. Eu me licencio, desde que os ministros militares assegurem a ordem e o respeito aos poderes constituídos. Do contrario só sairei morto do catete! O ministro da guerra foi alcançado por Osvaldo Aranha quando descia as escadas, e ao saber da nova disposição do presidente, respirou aliviado e partiu. Enquanto Tancredo redigia a nota da reunião, Getulio acabava de assinar um papel que dobrou e colocou no bolso, depois se retirou para dormir. Enquanto isso Zenobio da Costa, na reunião com os generais sentindo –se pressionado, declarou que a licença era, de fato a renuncia, e que Getulio não voltaria mais ao poder.
OS DERRADEIROS ACONTECIMENTOS DESSE DIA SÃO REMEMORADOS POR
ALZIRA VARGAS.
- Deviam ser 4 ou 5 horas da manhã, quando entraram dois oficiais do exercito(...) e foram com o Bejo (Benjamim Vargas, irmão de Getulio) para o segundo andar. Os dois ficaram em frente a mim, e o Bejo entrou no quarto de meu pai. Vendo que ele estava acordado, entrei em seguida e disse: O que é que há, papai?- Vieram buscar o Bejo para depor no galeão.- E o senhor o que disse, meu pai ?- Eu disse que se quisessem o depoimento do Bejo, que viessem amanhã busca-lo aqui, hoje ele não pode sair(...). Vi quando meu pai levantou de pijama passou pelo corredor, foi ao gabinete e voltou(...) . No momento em que estou falando ao telefone, não vi quando o Bejo entrou no quarto do meu pai pela segunda vês, quando comunicou o que o ancora havia mandado dizer (...) Antes que eu pudesse dizer ao general qualquer coisa, alguém me segurou pelos ombros e disse: Alzira, seu pai! Alzira, seu pai! Eu sai correndo como uma doida e me joguei sobre o corpo dele. Ele ainda estava vivo e tive a impressão de que esboçava um sorriso.


Poucas horas depois do tragico acontecimento o jornal Ultima Hora, que era o unico que dava guarida ao presidente, já estava sendo distribuido nas bancas em edição Extra.









A arma usada pelo presidente. Eram 8,45 da manhã daquele tragico dia 24 de agosto de 1954.


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Velorio de Getulio, muita gente passou mal
foi uma comoção no Brasil todo

















Enterro de Getulio milhares de pessoas estavam no cortejo que levava o esquife para o aeroporto onde o corpo seria levado para São Borja (RS) terra natal do presidente.


Escrito por mariolopomo às 11h25
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